Tensão no plenário. Foi neste clima que o longo debate sobre projeto de contratação de professores por meio de contrato temporário e sem concurso público - previsto pela Emenda Constitucional nº 106/2020 - proposto pelo governo municipal de Volta Redonda foi debatido e votado na Câmara de Vereadores nesta última terça-feira (01). A votação finalizou em rejeição das seis emendas, das oito apresentadas pelos vereadores de oposição Raone Ferreira e Gisele Klinger, ambos do PSB, sendo duas retiradas pelos autores.
Após a rejeição da última emenda, Raone pediu atenção ao presidente da Mesa Diretora, o vereador Edson Quinto (PL), e denunciou, em plena sessão, que foi vítima de ameaças de uma suposta promessa de agressão do vereador governista e presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação, Rodrigo Furtado (PL). Rodrigo, no entanto, negou as acusações e criticou Raone por utilizar de supostos deboches e ironias sobre os pareceres registrados e contrários a aprovação das emendas. Os ânimos se exaltaram e outros vereadores tentaram intervir para amenizar o 'bate boca'.
Na tentativa de tranquilizar foi ambiente, o vereador Nilton Alves de Faria, o Neném (PP), elogiou os vereadores e ressaltou que nada que justificaria tal atitude de ambos. Já o primeiro secretário, o vereador Francisco Novaes (PP), afirmou que o estresse poderia ter surgido devido ao "longo período de debates e votações de um projeto com várias emendas e muito complexo".
Para colocar um ponto final, o vereador Edson Quinto afirmou que o parlamento pode provocar debates acalorados e tensos, mas que "nunca se deve prolongar o debate político e de ideias para fora do plenário".