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Alta do IPCA-15 em fevereiro é a maior, em quase três anos

Por Marcello Sigwalt

'Turbinado' pelo avanço de 4,34% da Habitação - que exerceu impacto de 0,63 ponto percentual sobre o índice geral - o IPCA-15 (também chamado de prévia da inflação oficial) cresceu 1,23% em fevereiro corrente, superando em 1,12 ponto percentual (p.p.) a taxa do mês anterior, que variou 0,11%.

Trata-se da maior variação do indicador, desde abril de 2022, quando subiu 1,73%, assim como é a maior para um mês de fevereiro, desde 2016, quando marcou elevação de 1,42%. Em 12 meses, a prévia acumula alta de 4,96%, acima dos 4,50% observados nos 12 meses imediatamente anteriores, enquanto que, em igual mês de 2024, o IPCA-15 foi de 0,78%. Esses resultados foram divulgados, nessa terça-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Entre os subitens, o que mais pressionou o grupo Habitação (4,34%) foi a energia elétrica residencial, que 'pesou' 0,54 p.p. no índice, ao avançar 16,33% em fevereiro, em contraste com a queda de 15,46% observada em janeiro, por conta da incorporação do bônus de Itaipu. Também exerceram influência no grupo habitacional, a taxa de água e esgoto (0,52%), decorrente do reajuste de 6,42% nas tarifas em Belo Horizonte (3,60%) e do reajuste de 6,45% nas tarifas de uma das concessionárias em Porto Alegre (1,79%), vigentes desde 1º de janeiro.

Já no que toca ao subitem gás encanado (-0,32%), a variação de 2,01% no Rio de Janeiro decorre de reajuste positivo de 4,71%, com início em 1° de janeiro, e de uma redução média de 1,78% nas tarifas, a partir de 1º de fevereiro; em Curitiba (-1,25%), houve redução de 3,01% nas tarifas, a partir de 1° de fevereiro; e, em São Paulo, a variação de -1,41% reflete a incorporação integral da redução nas tarifas, vigente desde 10 de dezembro de 2024.

Em contraponto, recuaram os grupos Vestuário (-0,08% e 0,00 p.p) e Comunicação (-0,06% e 0,00 p.p).