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Apesar da Petrobras, bolsa sobe: 0,20%

Em sessão mais curta após a pausa do carnaval, o Ibovespa manteve margem estreita, de 617 pontos entre a mínima (122.747,06) e a máxima (123.364,03) da sessão, com giro a R$ 20,2 bilhões. Ao fim, apesar do mergulho de Petrobras (ON -4,61%, PN -3,65%), o índice da B3 mostrava leve ganho de 0,20%, aos 123.046,85 pontos, nesta abertura de março, vindo de perda de 1,60% na sessão anterior. No ano, sobe 2,30%.

Na retomada dos negócios nesta quarta de cinzas, 5, a pressão colocada por Petrobras sobre o Ibovespa foi mais do que compensada pela alta de 0,80% em Vale ON e de 1,43% (Santander Unit, máxima do dia no fechamento) a 2,05% (Bradesco PN) entre os papéis das principais instituições financeiras, o setor de maior peso no índice. Na ponta ganhadora, Embraer ( 8,79%), Marfrig ( 7,04%) e Ambev ( 4,58%). No lado oposto, Brava (-8,27%), Automob (-4,00%) e Ultrapar (-3,79%), além de Petrobras.

"Petrobras, Prio (-2,10%) e Brava tiveram queda expressiva", com o petróleo em retração pela quarta sessão consecutiva, aponta Luise Coutinho, head de produtos e alocação da HCI Advisors, mencionando a preocupação dos investidores ante a confirmação dos planos da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de levar adiante a elevação da produção em abril - além de o Departamento de Energia dos EUA ter informado que os estoques da commodity aumentaram na semana.

Dessa forma, o contrato da referência americana para abril, o WTI, caiu hoje 2,85%, a US$ 66,31 por barril, em Nova York, enquanto, em Londres, a referência global, o Brent, cedeu 2,44%, a US$ 69,30 por barril, nos contratos para maio.

Como pano de fundo global neste meio de semana, os investidores também ponderam as tarifas impostas pelo presidente americano, Donald Trump, a Canadá, China e México - o que contribui para o reforço das tensões comerciais, destaca a analista. Ainda assim, em Nova York, os principais índices de ações renovaram máximas do dia em paralelo à divulgação do Livro Bege, sumário das condições econômicas dos EUA, reportado pelas distritais do Federal Reserve (Fed).