Por Lucas Bombana e Klaus Richmond (Folhapress)
Com a vitória do argentino Sebastián Báez na final do Rio Open no domingo (23), a Argentina empatou com a Espanha como os dois países com mais títulos no saibro do Jockey Club, com três cada.
O domínio das duas escolas de tênis em que o saibro é tradicionalmente o piso preferido de seus tenistas pode, contudo, estar com os dias contados no Rio de Janeiro.
Os organizadores do evento não descartam a troca da superfície de terra batida, passando a adotar o modelo de quadra rápida nas próximas edições. Aumentar o apelo e atrair mais tenistas da elite é a principal razão por trás da troca considerada, mas uma eventual mudança no local do evento é vista com ressalvas pelos jogadores.
O Rio Open é o único da América do Sul de nível ATP 500, enquanto outros torneios da mesma categoria são disputados em quadra dura no mês de fevereiro. Caso dos ATP 500 de Doha (Qatar), Dallas (Estados Unidos), Roterdã (Holanda) e Acapulco (México).
Os torneios nível ATP são divididos em três categorias principais -250, 500 e Masters 1000- e ficam abaixo em nível de importância apenas dos quatro Grand Slam --Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open.
Os Grand Slam na Austrália e nos Estados Unidos também são disputados em quadra rápida, e Wimbledon, na grama, enquanto Roland Garros é jogado no saibro, piso que proporciona um ritmo de jogo mais lento.
Os jogadores da elite tendem a privilegiar a quadra dura no início do ano pela disputa do Australian Open, em janeiro, e dos Masters 1000 de Indian Wells e Miami, em março.
Então, a mudança de quadra pode mesmo acontecer.