Um dos motivos pelos quais a cobrança internacional diminuiu em relação à atuação americana na Guerra ao Terror é porque, hoje em dia, muitos países flertam com uma espécie de "Guantánamo light", afirma Fionnuala Ní Aoláin, relatora especial da ONU de 2017 a 2023 para promoção e proteção dos direitos humanos e liberdades fundamentais no combate ao terrorismo.
A irlandesa foi a primeira investigadora independente das Nações Unidas autorizada pelos Estados Unidos a entrar na prisão na base militar americana em Cuba em 21 anos. A visita ocorreu em fevereiro do ano passado.
"Particularmente na América Latina, países lidam com problemas como crime organizado e pensam em detenção em massa, frequentemente com proteções ao devido processo legal muito, muito frágeis".
Por: Fernanda Perrin (Folhapress)