O estoque de empregos formais na Região Sudeste alcançou 23.596.962 vínculos em 31 de dezembro de 2024, um aumento de 3,6% em relação ao mesmo período de 2023.
O acréscimo foi de 819.801 postos de trabalho, conforme dados parciais da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
A região concentrou 51% do total de empregos formais de todo o país. Apesar de a taxa de crescimento estar abaixo do que foi apresentado na média nacional, o aumento absoluto foi o maior entre as regiões.
O Sudeste teve a segunda menor taxa de expansão, ficando à frente apenas da Região Sul, que cresceu 3,9%.
Os quatro estados registraram os seguintes crescimentos absolutos: São Paulo teve 459,3 mil novos empregos, Minas Gerais somou 202,3 mil, Rio de Janeiro acrescentou 124, 3 mil e, enquanto isso, o Espírito Santo registrou 33,7 mil.
Separadamente, São Paulo concentrou 56% das novas vagas criadas na região.
Os setores que mais contribuíram para a expansão do emprego formal na região foram Serviços, Indústria e Comércio.
Já o setor de Serviços apresentou o maior crescimento absoluto dentre todos, com 384,2 mil novos vínculos.
A Indústria gerou 156,4 mil empregos, enquanto o Comércio teve um acréscimo de 145,2 mil postos de trabalho.
A Construção registrou 88,9 mil novos empregos e a Agropecuária, 45 mil.
Em relação ao porte dos estabelecimentos, os que possuíam entre 1 e 4 empregados continuaram sendo maioria na região Sudeste, representando 57,09% do total.
Por outro lado, entre os estabelecimentos de maior porte, houve aumento significativo naqueles com 500 a 999 empregados ( 6,1%) e com 1.000 ou mais empregados ( 6,2%).
Os vínculos de trabalho não típicos, como aqueles com jornada de até 30 horas semanais e os vinculados ao Cadastro de Atividades Econômicas de Pessoa Física (CAEPF), também cresceram no Sudeste.
O percentual desses vínculos passou de 10,10% em 2023 para 10,51% em 2024.
São Paulo seguiu como o estado com maior volume de vínculos, concentrando quase 55% dos postos de trabalho formais da região. Minas Gerais representou 24%, Rio de Janeiro, 17%, e Espírito Santo, 4%.