Os profundos (e imprevisíveis) impactos que as alterações promovidas pela reforma tributária, ainda em tramitação no Congresso Nacional, estão preocupando (e muito) a maior parte dos empreendedores nacionais, com destaque para as pequenas e médias empresas (PMEs), que dispõe de elementos 'escassos' de como tais mudanças podem influenciar o dia a dia de seu negócio.
É o que conclui pesquisa elaborada pela consultoria Contabilizei, considerado o maior escritório de contabilidade do país, segundo a qual, de seus mais 70 mil clientes, 75% admitem continuar com muitas incertezas na matéria.
O estudo - realizado nos meses de outubro e novembro do ano passado - ouviu 500 detentores de CNPJs ativos de todo o país, na faixa etária de 18 a 65 anos, com o objetivo de aferir o nível de conhecimento do empresariado a respeito do tema mencionado, assim como suas expectativas ante à recomposição do sistema tributário nacional.
Em que pese a apreensão reinante, 48% dos entrevistados admitem que a repaginação legal poderá trazer benefícios no novo modelo tributário, enquanto outros 69,6% revelam que estão acompanhando o assunto 'de perto'.
Na avaliação do vice-presidente executivo de serviços aos clientes da Contabilizei, Charles Gularte, "a implementação da reforma tributária será um processo complexo e gradual até 2032, que pode causar incertezas e dificuldades para os negócios. Muitos empreendedores, principalmente os de menor porte, serão, direta ou indiretamente impactados, e devem reavaliar a formação de seus preços e até o modelo tributário escolhido"
Pequenos empreendedores do setor de serviços reúnem buscam o suporte para a gestão contábil e fiscal, junto à consultoria.
A pesquisa mostra que 66,4% dos empreendedores vão recalcular o preço de seus produtos e serviços, ao cabo da reforma tributária.
Segundo Gularte, "a nova realidade trará a necessidade de maior organização e planejamento e, em muitos casos, pode exigir negociações com os clientes devido à nova dinâmica de crédito de impostos".