Por: Thamiris de Azevedo

GDF faz programa contra racismo nas escolas

Aula sobre racismo ministrada pela Sejus | Foto: Jhonatan Vieira/Sejus-DF

A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus) irá promover o Programa de Letramento Racial dentro das escolas do DF. A próxima edição irá ocorrer no Centro Educacional 04 do Guará, onde foi denunciado um caso de racismo na semana passada. O agressor foi um professor e a vítima uma aluna de 14 anos. O programa visa justamente formar maior consciência tanto de alunos quanto de professores quanto à importância do respeito racial.

O boletim de ocorrência foi registrado no dia 24 de março, na 4ª Delegacia Polícia da região administrativa. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal.

Antirracismo

Em entrevista ao Correio da Manhã, o secretário da Subsecretaria de Direitos Humanos e Igualdade Racial da Sejus, Juvenal Araujo, explica que o projeto faz parte dos programas “Rota da Cidadania” e “Cidadania na Escola”. Visa promover a capacitação continuada de direitos humanos no DF.

O curso já foi ministrado em mais de 20 escolas para mais de mil alunos e professores. “Tendo em vista a necessidade de levar a temática para crianças, adolescentes e professores, no intuito de fazer compreender o racismo na sociedade e entender por que ele deve ser combatido, a Secretaria atua diretamente com o ensinamento não somente sobre o não praticar racismo, mas também, de como adotar práticas antirracistas”, afirma Araujo.

O secretário indica que se pretende implementar no processo uma espécie de intercâmbio cultural, ocasião em que alunos e professores poderão visitar as embaixadas africanas do DF.

“Também queremos promover o sentimento de representatividade entre os alunos, que em sua maioria são negros”, destaca.

“O Letramento Racial no ambiente escolar é essencial para promover uma educação mais justa e equitativa. Ele envolve uma compreensão crítica sobre questões raciais, incentivando alunos e professores a considerar e combater o racismo estrutural e as desigualdades raciais”, continua.

Em nota, a Secretaria de Educação afirma que determinou o afastamento preventivo do professor envolvido, e que a decisão já foi publicada no Diário Oficial do DF.

“A Corregedoria já instaurou procedimento para apuração dos fatos, seguindo os trâmites legais. A Pasta acompanha de perto as investigações e reafirma seu compromisso com um ambiente escolar seguro e respeitoso. Por fim, repudia veementemente qualquer manifestação de racismo e não tolera discriminação em sua rede de ensino”, ressalta.