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BULIMIA: Emoção Descontrolada

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Será que vale tudo por um corpo perfeito? Até onde o ser humano é capaz de chegar para sua imagem ser aceita? E as emoções, como reagem diante desse contexto?

Tudo isso pode despertar sérios transtornos psicológicos no indivíduo.

A bulimia é um desses transtornos que mexe com o emocional. Ela é um distúrbio alimentar no qual uma pessoa ingere uma quantidade exagerada de alimentos calóricos que podem chegar em até 10 mil calorias em um curto espaço de tempo seguido de culpa e arrependimento e, em seguida, apresenta episódios de vômitos ou abusos de laxantes e diuréticos. Também é comum aderirem dietas rígidas e exercícios para impedir o ganho de peso. Mesmo apresentando essa orgia alimentar ela possui muito medo de engordar. Todo esse comportamento é voluntário, controlável e destinado a atingir uma meta. Geralmente a pessoa não fica tão magra igual acontece na anorexia, mas apresenta peso um pouco abaixo da média para sua estatura ou mantém um peso favorável. Esse “comer compulsivo” é tomado por um sentimento de falta de controle e por uma ansiedade que termina quando o indivíduo não pode mais comer porque sente dores abdominais.

Porém a bulimia não é somente problema alimentar, mas sim de mal-estar. Não se trata de comida, mas de emoções envolvidas nesse processo. É como se a pessoa tentasse tampar uma lacuna emocional. Ela vê a comida como uma saída e solução dos seus problemas e não consegue controlar seu comportamento alimentar inadequado.

A influência exercida pela mídia sobre o comportamento, o padrão de beleza, o culto ao corpo magro e o desprezo às pessoas acima do peso pregado pela indústria da beleza e da moda pode estar entre as possíveis causas da bulimia. Mas fatores genéticos, psicológicos, traumáticos, familiares, sociais ou culturais podem contribuir para seu desenvolvimento. A bulimia provavelmente ocorre devido a mais de um fator.

A bulimia pode acarretar outros transtornos psicológicos, normalmente uma depressão pode surgir juntamente a ela.

O tratamento consiste em acompanhamento psicoterápico para mudança de pensamento e comportamento, psiquiátrico para utilização de medicamento quando necessário e nutricional com objetivo de alimentar-se de forma correta. O processo é complexo e exige um trabalho árduo da parte do paciente e de sua família.

A bulimia pode ser perigosa e levar a complicações médicas graves ao longo do tempo. Os vômitos frequentes colocam ácido gástrico no esôfago o que pode lesar permanentemente essa área. Outras possíveis complicações da bulimia incluem constipação, desidratação, cáries, hemorróidas, pancreatite, inflamação na garganta, rasgos no esôfago devido ao excesso de vômitos.

Cuidado, não se deixe influenciar!

Michele Guimarães de Azevedo Martins
Psicóloga formada há 13 anos, pela Universidade católica de Petrópolis (RJ). Pós graduada em psicanalise e gestão de recursos humanos. Trabalha como psicóloga clínica. Professora de cursos técnicos. Trabalhou na Prefeitura de Três Rios coordernando grupos de tabagismo e através de palestras, trabalhou na prevenção e promoção de saúde mental.

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