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Exclusivo: Analisamos o cenário político em Corumbá nas Eleições 2020

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A Deputada Federal Bia Cavassa é uma das favoritas para as eleições 2020 em Corumbá-MS / Imagem: Reprodução / Facebook

BIA CAVASSA

Beatriz Rosália Ribeiro Cavassa de Oliveira ingressou para a vida política em 2005, quando passou a ser Primeira Dama ao lado do Prefeito Ruiter Cunha de Oliveira - de longe o prefeito mais popular que Corumbá já teve, eleito para três mandatos. Ativa, sempre desempenhou papéis de agente político - como Secretária Municipal - nas cidades de Corumbá e Ladário e criou importantes projetos sociais como o programa Povo das Águas, Prefeito Presente, Se essa Rua Fosse Minha, Mãe Crecheira, Casamento Comunitário e diversas ações relacionadas à inclusão social, políticas não-discriminatórias e contra a violência contra a mulher.

Seu batismo nas urnas deu-se nas eleições de 2018, quando a morte do seu marido mudou todo o planejamento eleitoral para a região de Corumbá - e bem, eu já escrevi um artigo sobre isso, aqui neste link.

Porém, sabe-se que desde o início o combinado era que Bia Cavassa é que seria o nome escolhido para ser candidata à Deputada Estadual no lugar de Evander Vendraminni. Não se sabe quando no curso da história essa decisão foi alterada, mas com certeza o nome de Bia seria muito mais leve para a legenda de Deputada Estadual e a cidade não teria dificuldades para eleger Evander Vendramini, como foi - e que explicaremos mais abaixo.

Bia não era política mas corajosa, aceitou o desafio da mudança de planos que jogaram em seu colo de última hora, para concorrer à uma cadeira de Deputada Federal e apesar de não ter o apoio esperado de Marcelo Iunes e de quase todos os vereadores de sua cidade, teve uma boa votação que garantiu uma suplência de Deputada Federal e o Universo tratou de fazer o resto: Bolsonaro puxou Tereza Cristina (DEM) para seu Ministério e Azambuja puxou Geraldo Resende (PSDB) para sua Secretaria. Hoje Bia Cavassa ocupa uma tão sonhada cadeira na Câmara Federal, não apenas preenchendo um hiato de quase 30 anos sem representatividade da região no Congresso, mas também conseguiu a proeza de ser a PRIMEIRA mulher da região a conseguir a façanha de ser Deputada, entrando para a história local.

Apesar de ser a primeira colocada nas últimas pesquisas divulgadas na região de Corumbá no ano passado e com a menor taxa de rejeição registrada para Executivo Municipal, a Deputada ainda espalha para os quatro cantos que deseja continuar sendo Deputada. Porém sabemos que essa escolha não será tão fácil assim, pois apesar de ESTAR deputada, ela é suplente - logo, o cargo não é seu de fato, apenas de direito. Sendo assim, se Tereza sair do Ministério da Agricultura ou Geraldo sair da Secretaria de Saúde, adeus cadeira de deputada. Logo, a chegada do período eleitoral será um momento de grandes incertezas para Bia: Geraldo disputaria o Executivo em Dourados? Se porventura ele desejar ingressar na disputa, terá que se licenciar do cargo de Secretário, por razões legais de descompatibilização de cargo. E aí é óbvio que se isso acontecer, ele disputará como Deputado e não como uma pessoa comum. Porém existe a remota possibilidade de Rose Modesto (PSDB) ser candidata como vice-Prefeita de Marquinhos Trad (PSD) na tentativa de reeleição deste último à Prefeitura de Campo Grande, logo haveria esperança de Bia continuar sendo deputada, mesmo Geraldo partindo para uma eventual disputa política - porque Rose vencendo, abriria sua vaga para Bia na Câmara. Mas essa última hipótese parece ser muito, muito remota - porque é visível o descontentamento de Rose com o PSDB e ela demonstra publicamente que controla com grande autonomia um novo partido, o Podemos - o que pode levar a uma mudança no jogo, em um futuro próximo.

Mas sabemos que nem sempre as coisas saem da forma que queremos e Bia deverá tomar uma decisão em breve, porque uma vez no mundo da política, é muito perigoso ficar sem cargo e pior ainda, esperando e dependendo da movimentação alheia para traçar o seu próprio destino. É “melhor uma Prefeitura nas mãos, que uma suplência voando”, não é mesmo?

Bia apesar de suplente, tem exercido o cargo de Deputada Federal com bastante desenvoltura e conseguido recursos e parcerias para o Estado e principalmente para a região pantaneira - algo que Corumbá não via há muito tempo, abrindo caminho nas esferas de poder e cultivando alianças e aliados para a região.

Porém o fato é que o relacionamento de Bia e Marcelo não está nenhuma maravilha. Os rumores que eles já não conversavam muito bem só se intensificaram depois do vazamento de um audio de uma reunião envolvendo Marcelo e parte do seu staff nas redes sociais, onde nesse áudio ouvem-se duras críticas à Bia (já deputada) e sua família. A Deputada não é mais vista nos eventos da Prefeitura e é notório que os dois mal se cumprimentam, o que vem causando uma série de comentários na região. Uma delas seria que mesmo que Bia não viesse candidata, ela não apoiaria o atual Prefeito Marcelo Iunes, oferecendo à ele a mesma reciprocidade quando ela foi candidata em 2018 e ele apoiou abertamente vários candidatos e candidatas rivais de fora - coisa que ele não fez com o seu candidato à Deputado Estadual Evander Vendramini (PP).

Bia Cavassa carrega consigo todo o legado carismático de Ruiter - uma vez que foi parceira dele nos projetos sociais mais populares dos seus mandatos - e não podemos desconsiderar Reinaldo Azambuja como seu principal aliado, tendo em vista a movimentação que ele fez para encaixá-la na Câmara Federal e ela - em contrapartida - está auxiliando o Governo em todas as situações possíveis na Câmara Federal, sendo uma de suas principais parceiras no envio de recursos para o Estado.

Sabe-se também que ela conversa muito bem com a atual Ministra Tereza Cristina (DEM) e o Ministro Mandetta (DEM). Por sua vez, Marcelo hoje é principal parceiro do Deputado Estadual Evander Vendramini (PP), sendo assim não descartamos a possibilidade de um eventual embate com Bia ou Marcelo em outros partidos que não sejam o PSDB, caso um dos dois partam para o confronto direto. Como diria a frase do filme Highlander: “Só pode haver um”... no partido.

O ex-Senador Delcídio do Amaral ainda possui grande influência e votos em Corumbá-MS. / Imagem: Reprodução / Internet

DELCÍDIO DO AMARAL

Engenheiro elétrico, Delcídio tem uma carreira ligada ao setor de energia. Foi engenheiro-chefe da construção da hidrelétrica de Tucuruí, no Pará; trabalhou como diretor da Shell na Holanda; e comandou a Eletrosul, braço da Eletrobrás. No governo de Itamar Franco (1992-1994), foi secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, ministro da pasta e presidente do Conselho de Administração da Vale do Rio Doce.

Em 1998, Delcídio assinou sua filiação ao PSDB, mas seu ingresso no partido não chegou a ser homologado. Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, foi diretor de Gás e Energia da Petrobras entre 2000 e 2001, quando trabalhou com Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa, dois dos delatores da Operação Lava Jato.

Em 2001, ocorreu a aproximação com o PT. Delcídio foi secretário estadual de Infra-estrutura e Habitação do governo de Zeca do PT no Mato Grosso do Sul e, em 2002, elegeu-se senador, já no Partido dos Trabalhadores.

Desde então, sua influência política só cresceu, a ponto de se tornar o líder do governo no Senado Federal - mas caiu em desgraça em Novembro de 2015, quando foi preso pela Polícia Federal acusado de prejudicar o andamento das investigações da Operação Lava-Jato, a principal operação contra a corrupção no Brasil - tonando-se assim, o primeiro Senador em exercício preso, da História do Brasil.

Inocentado anos depois, Delcídio mostrou que ainda era uma importante liderança política obtendo 109.927 votos para Senador com uma candidatura de última hora, faltando duas semanas para terminar a campanha - um feito impressionante, tendo em vista que ele praticamente não teve o mesmo tempo de campanha e nem os recursos dos seus concorrentes.

Só em Corumbá, Delcídio teve 17.885 votos e se considerarmos que Zeca do PT - outra figura carismática e querida em Corumbá - também concorria ao mesmo cargo e teve 17.946 votos, temos certeza que essa votação de Delcídio seria maior em Corumbá, caso ambos não disputassem a mesma vaga.

Apontado como um possível pré-candidato à Prefeitura de Corumbá, não acreditamos que isso seja realidade. Delcídio apesar de inocentado ainda possui um longo trabalho pela frente para “zerar” sua “carteira de habilitação” política - algo que só o Senado pode lhe proporcionar no momento - e sinceramente, não o vemos arriscando sua reputação em uma candidatura à Prefeitura de qualquer cidade que seja, sob uma liminar judicial. Sabemos que uma liminar é uma liminar e como o nome sugere - é uma coisa no LIMIAR, no LIMITE - e o candidato que uma vez tem sua candidatura derrubada na Justiça nunca mais recupera sua moral e seu prestígio perante seus eleitores.

Sendo assim, vemos no momento um Delcídio focado em fortalecer o seu novo partido - O PTB (Partido Trabalhador Brasileiro)- em todo o Estado, deixando tudo preparado e organizado para uma possível candidatura sua ao Governo do Estado em 2022 - quando sua vida política deverá estar completamente livre de máculas do passado.

Porém, é inegável que o seu apoio político será importante não apenas para os rumos políticos da região, mas para ele também - caso tenha mesmo a pretensão política que apontamos no parágrafo acima. Sendo assim Delcídio deverá apoiar alguém que seja da sua confiança e que cumpra acordos e combinados, pois o investimento será à longo prazo - e na política, o que mais possui valor entre os players é a reputação da palavra dada e como diria o pantaneiro Delcídio: “No fio do bigode”!

Elano é o "eterno candidato à Prefeitura de Corumbá". / Imagem: Reprodução / Internet

ELANO SALDANHA

Como ele mesmo se intitula, o empresário Elano Holanda de Almeida é “eterno candidato à Prefeitura de Corumbá”. Já perdemos as contas de quantas vezes Elano já disputou o Executivo Corumbaense, mas dando uma olhada nas últimas eleições, é mais que notório que sua candidatura não apenas não consegue alcançar voos maiores, como parece não sair mais do aeroporto, como observamos nas últimas duas eleições: em 2014 contra Paulo Duarte e Solange ele obteve apenas 7.948 votos e em 2016 contra Paulo Duarte e Ruiter teve menos votos ainda: 6.185.

Sentimos que Elano não aparenta ser um bom estrategista político, pois de 2016 para cá ele perdeu duas oportunidades importantes para um político: a primeira, foi quando recebeu o comando da SANESUL de Corumbá das mãos de Reinaldo Azambuja, um excelente instrumento para adquirir experiência de gestão pública e para fazer política. Os que dizem que a SANESUL é péssima para fazer política com certeza não entendem absolutamente NADA de política, pois o Deputado Barbosinha está aí para mostrar exatamente o contrário, com uma carreira quase que 100% construída em cima da Sanesul. Com a proximidade das Eleições 2016, seu ego falou mais alto, desafiou o Governador, pediu exoneração da Sanesul e disputou contra seu candidato, Ruiter Cunha de Oliveira - e nem precisamos dizer como isso terminou. Se tivesse ficado e construído uma história de vida pública mais consistente, com certeza hoje Elano seria Deputado Estadual com bastante facilidade - e aqui apontamos seu SEGUNDO erro, porque também fazia parte do partido do MITO Bolsonaro na época e com certeza seria eleito no mesmo bonde que elegeu Capitão Contar, Soraya, Trutis e outros novatos desconhecidos ( e praticamente sem história política alguma ) que agarraram o nome “Bolsonaro” e foram eleitos por conta dele.

Um fato interessante: Elano foi durante muito tempo integrante do PPS (Partido Popular Socialista) - um dos partidos integrantes da base de esquerda da América latina denominado “foro de São Paulo hoje denominado “Cidadania”. Porém Elano viu a onda Bolsonaro crescendo e apostou nela, mudando de lado e ingressando no PSL - mas até hoje não conseguimos entender por quê desperdiçou essa oportunidade de crescer e amadurecer politicamente.

E na política é assim, meus amigos: dificilmente o cavalinho das oportunidades passa duas vezes no mesmo lugar.

Provavelmente Elano deve vir com as mesmas propostas já batidas e entediantes que os eleitores adolescentes de 20 anos atrás e hoje já adultos, ouviram um dia - em especial seu projeto “Rota do Desenvolvimento” um conjunto de ações comportamentais e investimentos para o desenvolvimento da economia local que ele sempre utiliza em suas campanhas - e que muitas delas já estão em prática faz tempo, mas acho que ele não percebeu isso ainda.

Previsível, temos certeza que Elano se colocará como uma “terceira via” como ele mesmo se posiciona, em todas as eleições que participa - mas o corumbaense possui uma certa rejeição com candidatos derrotados consecutivamente e Elano terá que trabalhar MUITO para desvincular essa pecha de sua imagem política. Ademais, Bolsonaro não faz mais parte do PSL ( e quer justamente enfraquecer o PSL nesse momento ) e não sabemos como ele fará para vincular seu nome ao MITO nesse momento difícil para sua sigla que, apesar de POLPUDA no quesito recursos eleitorais - não deve queimar seus cartuchos com um player que não decola nas pesquisas.

Dr. Gabriel apesar de relativamente novo, vem demonstrando personalidade e força na política. / Imagem: Reprodução / Facebook

GABRIEL ALVES DE OLIVEIRA

O jovem médico Dr. Gabriel Alves de Oliveira (36 anos) é um profissional bem-sucedido e em 2016 foi o vereador mais bem votado na Cidade Branca, eleito com a impressionante marca de 2.063 votos - recordista absoluto de votos para vereador da história de Corumbá. Quem entende um pouquinho de política, sabe que conquistar mais de 1.000 votos para vereador em Corumbá é uma tarefa hercúlea, que dirá mais de 2.000 votos. Só para vocês terem uma noção do quanto isso é difícil, o popularíssimo radialista Armandinho Anache - no AUGE da sua fama - conseguiu 1.493 votos, em 1996.

Filho da ex-vereadora Solange Alves de Oliveira e do ex-vereador e médico cirurgião Dr. Oseas Ohara de Oliveira, Dr. Gabriel - como é chamado - possui um estilo de fazer política completamente diferente dos seus pais: discreto, comedido, silencioso - o que nos leva a crer que ainda que Gabriel tenha berço político, ele caminha com suas próprias pernas e faz política da sua maneira, sem interferências externas.

Dr. Gabriel fazia parte da coligação e apoiou o então prefeito Paulo Duarte na sua campanha para reeleição em 2016 e também para sua campanha à Deputado Estadual em 2018 - sem sucesso. Sabe-se também que havia um acordo de cavalheiros entre ambos que para que nesta eleição em 2020 o candidato natural seria Dr. Gabriel (dois é bom, três é demais, né?) mas Paulo Duarte vem dando indícios que não irá respeitar o combinado, aparecendo na imprensa e dando declarações que está gostando de ver o seu nome sendo lembrado em avaliações e pesquisas.

De igual forma, Dr. Gabriel declarou recentemente em suas redes sociais que será pré-candidato ao Executivo de Corumbá - demonstrando que não importa o que aconteça, ele continuará firme no seu propósito, independente de Paulo Duarte cumprir o combinado ou não. Nesse caso, Paulo estaria em uma situação difícil, pois ele não possui mais um grupo de trabalho tão forte (boa parte das pessoas da sua confiança “bandeou” para o lado de Marcelo Iunes ou foram trabalhar em outros setores). Ademais, Paulo não mora mais em Corumbá há um bom tempo e Dr. Gabriel seria seu último ás na manga para um eventual apoio político.

Dr. Gabriel começou a ganhar força política no MDB em março de 2018, quando sua liderança e capacidades foram ressaltadas no projeto denominado “Comitiva MS Maior e Melhor Planejando o Futuro Com Você”, um movimento para motivar e mobilizar a militância emedebista em Mato Grosso do Sul. Naquela ocasião, Dr. Gabriel foi incentivado pela alta cúpula do MDB Estadual a ampliar e fortalecer seu espaço político - e pelo que estamos percebendo, Dr. Gabriel gostou da idéia e não deve voltar atrás em suas decisões. Pelo menos sua declaração nas redes sociais sobre sua pré-candidatura ele foi bem enfático sobre isso.

Sinceramente não conseguimos ver Dr. Gabriel alinhado com Paulo Duarte nessas próximas eleições (a pecha de derrotado duas vezes consecutivas aliado com a alta taxa de rejeição que o acompanha mais atrapalharia que ajudaria) e ainda que Paulo Duarte consiga articular o aval do MDB para sair candidato pela sigla - impedindo assim Dr. Gabriel de sair candidato à Prefeitura, acreditamos que Dr. Gabriel não pensará duas vezes e buscará outra sigla, pois como já dissemos anteriormente - ele é diferente dos seus pais e não aparenta ser o tipo de pessoa que cria vínculos emocionais com partidos políticos e age mais com a razão, do que com a emoção.

Também não conseguimos visualizar Dr. Gabriel como aliado de Marcelo Iunes, pois é visível que ambos não ensaiaram nenhuma movimentação de aproximação até este momento e não será agora que isso deverá acontecer.

Carismático, novo, atencioso, com um sorriso sincero e com um potencial imenso de votos, Dr. Gabriel é um forte pré-candidato ao Executivo Corumbaense e deve dar muito trabalho ao detentor do cargo, Marcelo Iunes - seja como adversário direto, seja como Vice de um eventual aliado(a) mais forte que ele.

Marcelo Aguilar Iunes ocupa hoje a cadeira do executivo corumbaense, por conta do falecimento do ex-prefeito Ruiter Cunha de Oliveira - em 01 de Novembro de 2017. / Imagem: Reprodução / Facebook

MARCELO AGUILAR IUNES

Auto-intitulado “Prefeito do Povo”, o atual prefeito da Cidade Branca, Marcelo Iunes carrega consigo a sina e a sorte de estar sentado na cadeira do Executivo corumbaense apenas porque o ex-prefeito Ruiter Cunha de Oliveira faleceu inesperadamente em 01 de Novembro de 2017. Pode até parecer rude, mas é a realidade: pois se Ruiter estivesse vivo, com certeza ele é que estaria nesta resenha com um dos players na disputa pelo poder em 2020.

Marcelo pode considerar-se um político de sorte: além de receber o executivo de “mão beijada”, também recebeu uma prefeitura repleta de projetos e acordos engatilhados do ex-prefeito Ruiter - como o FONPLATA (que teve todo o seu projeto original alterado por Marcelo) - e outros projetos em que tenta emplacar carisma e popularidade.

Ele até começou bem nos primeiros meses, sinalizando que continuaria com a mesma equipe de Ruiter e dando manifestações de afeto pela ex-primeira Dama Bia Cavassa. Mas o tempo é o senhor da verdade e da razão: em poucos meses, Marcelo sozinho começou a desgastar sua própria imagem ao tomar várias medidas impopulares, como por exemplo o excesso de parentes na administração pública ocupando cargos vultuosos e mais recentemente, o escândalo do laboratório de propriedade do seu irmão - fornecendo serviços para a Prefeitura - colaborando assim, para a consolidação de sua imagem como nepotista, além de diversos contratos e licitações que causam suspeitas aos olhos da Justiça.

Diversas ações recentes promovidas pelo Ministério Público sobre esta pauta só colaboram para ampliar a imagem do político que não estava preparado para administrar o poder, o que explicaria em parte o resultado de pesquisas que mostram outros players à sua frente - inclusive candidatos derrotados no passado e também com uma alta taxa de rejeição como por exemplo, Paulo Duarte - o que evidencia que alguma coisa está bem errada na forma como conduz a sua administração: pois se o povo está preferindo um prefeito anterior que já era considerado ruim (perdeu por isso), é sinal que está sua administração está conseguindo ser PIOR que ele - e isso é um sério motivo para preocupações.

Intolerante à críticas e rodeado de uma equipe restrita e leal à sua pessoa (porém com poucos integrantes competentes à suas funções designadas) - muitas de suas ações corretivas são executadas apenas quando o povo reclama nas redes sociais ou cujas pautas são exibidas em quadros “comunitários” na televisão - mas aí nessa política “apaga-fogo”, o estrago à sua imagem já está feito.

É visível a pressão de Marcelo Iunes sobre o Governador Reinaldo Azambuja para que ele seja o candidato escolhido da sigla para disputar sua reeleição em Corumbá, porém ainda que vários rumores e declarações sejam amplamente espalhados sobre o tema em diversos sites de notícias, o fato é que Marcelo está patinando para conseguir a preferência do eleitorado. Como sabemos, o PSDB só conseguiu a maioria das prefeituras do Estado em 2016 pela sábia tática de apoiar apenas QUEM ESTIVESSE NA FRENTE nas pesquisas em cada cidade - e não nas pesquisas encomendadas pelos candidatos, mas em pesquisas independentes, encomendadas pelo partido. Foi assim que Ruiter Cunha de Oliveira foi escolhido para ser o cabeça de chapa em 2016 - e obviamente, foi o vitorioso naquele pleito. SE o PSDB continuar com essa estratégia e a popularidade de Marcelo Iunes não decolar até o momento das convenções, Bia Cavassa poderia ser a candidata natural - e aí provavelmente teremos Marcelo em outro partido, provavelmente o PP do companheiro Evander. Mas é quase certo que Marcelo - orgulhoso - fará de tudo para que essa alternativa não se concretize e que ele saia candidato pela sigla tucana.

Mas essa “ameaça” de Bia Cavassa tomar o seu lugar foi provocado pelo próprio Marcelo: não apenas ele não apoiou Bia Cavassa em nenhum momento após definidas as candidaturas, como apoiou vários candidatos adversários em detrimento à ela (inclusive candidatos que NEM FAZIAM PARTE DA COLIGAÇÃO do PSDB na época, como visto neste link). Então se hoje ele preocupa-se com um eventual confronto com Bia Cavassa, ele é o único culpado disso - pois se tivesse se empenhado e mostrado lealdade à sua candidatura, talvez a reciprocidade de Bia Cavassa nesse momento fosse outra. Para piorar é visível o desmerecimento e o descrédito que o Executivo Municipal vem dando às ações da Deputada Federal na região: para se ter uma idéia de como anda a rivalidade entre Marcelo e Bia, na data de ontem (03) a Deputada Federal publicou em sua rede social uma emenda que ela indicou no dia 31 de Dezembro de 2019 - à pedido do Governo do Estado - e horas depois, o site da Prefeitura divulgava uma matéria como se o governo municipal é que tivesse conseguido a referida emenda (algo absurdo, tendo em vista que se não tivesse a indicação orçamentária da Deputada, os recursos não sairiam) em uma clara demonstração de desconstrução da sua imagem.

Até um dos principais projetos que Bia Cavassa criou ao lado de Ruiter teve seu nome alterado de “Prefeito Presente” para “Cidadania em Ação” (e que o povo continua chamando de Prefeito Presente).

Como sabido, Marcelo era o vice de Ruiter e obviamente, ele não possui um vice atualmente. Conhecendo a história do Brasil, VICE deve ser um cargo de extrema confiança. Com um temperamento fechado à novas parcerias, desconfiado e focado apenas em seu grupo, podemos conjecturar que ele pinçará alguém de confiança dentro do seu círculo restrito de relacionamentos, o que fica mais fácil para arriscarmos alguns nomes: Roberto Façanha, atual Presidente da Câmara Municipal (que provavelmente deverá sair do MDB na janela eleitoral, caso Dr. Gabriel concretize sua pré-candidatura ao Executivo), Vereador Manoelzinho (PRB) (sempre presente em seus projetos) ou até mesmo os vereadores Tadeu Vieira (PDT) Rufo Vinagre (PR) - que assim como Façanha, são parceiros de longa data e de sua total confiança.

Isso porque Marcelo provavelmente cultiva o desejo de alçar voos maiores e com certeza, o Legislativo Estadual seria um deles, pois ainda que Marcelo seja hoje Prefeito, ele é um homem do Legislativo: começou sua carreira lá e ocupou uma cadeira na Câmara Municipal por três mandatos. Sendo assim - caso reeleito - dentro de dois anos deverá se lançar candidato à Deputado Estadual e em contrapartida, tentar catapultar seu amigo Evander Vendramini à Federal. Restaria convencer a sua cunhada - a Secretária Glaucia Iunes - que eles terão capacidade de eleger dois deputados estaduais, uma vez que seus planos de elegê-la vereadora em 2020 não sairão do papel por motivos legais.

É visível que Marcelo não teve forças políticas para eleger Evander Vendramini com facilidade em 2018 - pois se levarmos em consideração que um Prefeito e uma boa parte da Câmara Municipal conseguiram amealhar apenas 12.627 votos (10.086 votos só em Corumbá) para um candidato onde todos eles concentraram suas forças e se considerarmos também que um outro vereador local, Chicão Vianna (SD) conseguiu 9.376 votos (6.617 votos só em Corumbá) praticamente SOZINHO, podemos dizer que esses números colocam em xeque a “força política” de Iunes. E tem a Bia Cavassa que - como Chicão - NÃO TEVE APOIO político de Iunes e conseguiu a votação de 17.834 votos (12.790 votos só em Corumbá) praticamente sozinha, também. Hoje se Evander Vendramini é Deputado Estadual ele deve muito mais aos 78.390 votos do Capitão Contar - a máquina de votos bolsonarista que permitiu puxar o pecuarista pantaneiro para dentro da Assembléia, por meio da sua coligação - porque ficou bem evidente que se não tivesse o Capitão, ele e o Deputado Estadual Lucas de Lima (SD) não atingiriam o mínimo de votos necessários em sua coligação, para serem eleitos.

Sendo assim, em uma eleição municipal onde praticamente é “cada um por si” (dificilmente um candidato a vereador vai entrar em um embate com um eleitor ou eleitora que já definiu seu voto à Prefeito) Marcelo terá que trabalhar MUITO para conseguir os votos necessários para manter-se no Executivo municipal. Quando candidato à Vereador, sua última votação atingiu 1553 votos. Quando disputou uma vaga de Deputado Estadual em 2014, teve 13.124 votos no total, sendo 9.312 votos em Corumbá; então Marcelo tem um longo caminho a trilhar, pois Paulo Duarte perdeu com 21.027 votos em 2016.

Seria impossível Marcelo Iunes ser reeleito em 2020? Claro que não! No jogo político tudo é possível e a opinião pública é muito dinâmica. Mas avaliando o jogo da forma como está, não vemos uma reeleição fácil como Marcelo Iunes gostaria que fosse e as probabilidades de derrota - neste momento - são muitas, porque a “reação” laboral de Marcelo foi muito tardia e o povo acabou percebendo isso, então o timming de reação foi muito ruim e hoje ele conta mais com a sorte, do que estratégia política.

Paulo Duarte, apesar da forte taxa de rejeição nas últimas pesquisas - ainda incomoda o atual Prefeito Marcelo Iunes. / Imagem: Divulgação / Facebook

PAULO DUARTE

O ex-Deputado Estadual e Ex-Prefeito de Corumbá Paulo Duarte (MDB) está longe do poder eletivo desde 2016, quando foi derrotado nas urnas pelo ex-amigo e compadre Ruiter Cunha de Oliveira. Não satisfeito, Paulo também tentou retornar ao Legislativo Estadual na campanha de 2018 e mesmo com a ajuda dos companheiros de sigla, o popularíssimo Dr. Eder Brambilla (inelegível, teve candidatura de Deputado Federal cassada) e do vereador campeão de votos Dr. Gabriel (MDB), Paulo não conseguiu se eleger com os 17.343 votos que teve (11.649 votos em Corumbá). Paulo Duarte já foi uma máquina de votos, mas tinha ao seu lado o carismático Ruiter Cunha de Oliveira que transferiu para ele uma parte desse carisma, quando o elegeu prefeito de Corumbá em 2012, com 27.400 votos. Depois disso, “sozinho” mas com a MÁQUINA municipal e praticamente uma Câmara Municipal trabalhando inteiramente à seu favor, perdeu para o ex-amigo e compadre com 21.027 votos. E agora, na última eleição em 2018, conseguiu apenas 11.649 votos em Corumbá, mesmo com a ajuda de dois populares políticos que amealharam muitos votos para ele.

Devemos descartar Paulo como um potencial pré-candidato? Claro que não! Paulo ainda tem votos em Corumbá porque a administração que Marcelo Iunes vem fazendo em Corumbá é tão pífia que consegue até mesmo despertar o sentimento de saudades da sua antiga gestão - que também não foi lá essas coisas, que diga a Feirinha, a qualidade do transporte público e o reformulado terminal de ônibus, a criação de praças desnecessárias, as perseguições aos funcionários e as “requalificações” do patrimônio histórico milionárias e de eficácia duvidosa.

Mas Paulo vem apresentando sérios sinais de desgaste político, exatamente por manter-se muito tempo fora das esferas de poder, sem UM cargo público que possa utilizar para fazer política. Sendo assim, é natural que a cada dia que passe longe do poder, as chances de ter esse poder novamente nas mãos fiquem cada vez mais distantes. Para piorar, existem três fatores que o deixam cada vez mais distante desse sonho: A primeira delas é que Paulo já carrega consigo a pecha de perdedor, com duas derrotas consecutivas e pior, a mais vergonhosa delas foi com a MÁQUINA nas mãos, algo inadmissível para um político - pois é algo que pesa muito, principalmente na hora de pedir apoio para eventuais financiadores e parceiros de campanha. A segunda é que Paulo não tem mais uma farta estrutura financeira para bancar um grupo político forte e coeso para auxiliá-lo nessa empreitada. Ademais, boa parte do seu staff já debandou para outros ares ou foi recrutado pelo atual prefeito Marcelo Iunes. E por último, Dr. Gabriel já manifestou nas redes sociais que é pré-candidato ao Executivo de Corumbá e que não irá abrir mão da sua candidatura - ou seja, ele não teria nem mesmo o apoio do companheiro mais forte que sempre o ajudou na região - e pior, seria seu mais novo rival. Conseguiria Paulo Duarte um milagre a essa altura do campeonato? Sinceramente? Não acreditamos nessa possibilidade. Avaliando o jogo apresentado, seria mais negócio Paulo apoiar Dr. Gabriel ( e de forma discreta, tendo em vista sua alta taxa de rejeição ) para negociar o seu retorno político para o Legislativo Estadual em 2022 - porque Paulo foi um excelente Deputado Estadual, mas como Prefeito de Corumbá, não vingou. Mas aí desta vez viria com o apoio de uma Prefeitura (Como Ruiter fez com ele, por três vezes) - caso Gabriel se eleja no Executivo Municipal. Observando o passado e o comportamento egocentrista de Paulo essa seria uma hipótese difícil mas não impossível, uma vez que ele encontra-se sem poder, sem aliados e sem uma posição confortável de negociação.

INFLUENCIADORES:

Jovem, descolado e inovador, Chicão Vianna enfrentou o Prefeito Marcelo Iunes e seu grupo em 2018 e pode se considerar um vitorioso, tendo em vista o alto número de votos que obteve, sem apoio político adicional na região de Corumbá. / Imagem: Reprodução / Facebook

CHICÃO VIANNA

Chicão Vianna (SD) é um vereador novo tanto na idade quanto na Câmara Municipal, mas é um político cheio de idéias novas e mostra-se extremamente preocupado com a Saúde de Corumbá - em especial com a Santa Casa de Corumbá. Articulado, recentemente conseguiu arrancar de políticos da alta esfera como o Deputado Federal Dr. Ovando (PSL) e a Senadora Soraya Thronicke (PSL) promessas e recursos concretos para o único hospital público de Corumbá.

Porque Chicão Vianna é um influenciador nos votos em Corumbá? Político de 9.376 votos para Deputado Estadual (6.617 votos só em Corumbá) conseguiu praticamente sozinho MAIS DA METADE dos votos que Evander Vendraminni teve em Corumbá - e este último teve a ajuda do Prefeito Marcelo Iunes e boa parte da Câmara Municipal. Convenhamos: isso não é algo que devemos desconsiderar e sim, hoje Chicão Vianna pode se considerar uma grande força política em Corumbá e usar essa influência para ampliar o poder de fogo de um dos lados nas próximas eleições.

Para Azambuja, o jogo em Corumbá não faz muita diferença: é uma disputa interna entre dois aliados. Resta saber quem é que o ajudará realmente em 2022. / Imagem: Reprodução / Facebook

GOVERNADOR REINALDO AZAMBUJA

Reinaldo Azambuja é o principal político do PSDB Sul-Mato-Grossense e querendo ou não, é ele que controla todo o jogo da tucanada no Estado. É fato que sua movimentação política permitiu que Bia Cavassa tomasse seu lugar na Câmara Federal - em grande parte por gratidão pela sua excelente parceria que tinha com Ruiter. Mas desde o falecimento do carismático prefeito Reinaldo sumiu de Corumbá, aparecendo por estas bandas apenas duas vezes durante a Campanha de 2018 e recentemente, para o Festival América do Sul, onde passou parte do dia e da noite na Cidade Branca - passando a impressão que não estaria tããããooo alinhado assim com o atual Prefeito Marcelo Iunes. Não sabemos qual será o comportamento de Reinaldo diante de todo esse constrangimento que o PSDB de Corumbá em sua grande maioria vem proporcionando à Deputada Federal Bia Cavassa, desmerecendo seu trabalho e não creditando à ela os recursos e articulações que ela vem fazendo incansavelmente pela região.

Mas de uma coisa temos certeza: ele não gostaria de perder hoje uma de suas melhores e mais fiéis parceiras políticas - ainda mais porque é notório que Reinaldo, não podendo mais ser reeleito, tentará outros voos, seja como Senador, seja como Deputado Federal novamente - e para isso precisará de uma grande base aliada e FIEL espalhada pelo Estado, especialmente em Corumbá - e precisará de alguém em que possa confiar para seus planos futuros. Por outro lado, a imagem de Reinaldo Azambuja está muito desgastada por ações judiciais que ganharam visibilidade na imprensa e também por uma série de medidas impopulares que acabaram afetando o funcionalismo público, os consumidores, o comércio e os produtores rurais - e hoje seguramente ele tem uma péssima avaliação popular por conta dessas medidas, então não podemos afirmar se hoje seria uma boa idéia “colar” uma imagem política na figura do Governador, talvez lá na frente, caso ele consiga reverter essa situação. Mas Reinaldo pode ajudar muito com a MÁQUINA estatal à disposição dos seus candidatos - e eles sabem disso e não deixarão de lutar por esses recursos.

Tereza Cristina pode ter papel fundamental para movimentar o jogo político na região de Corumbá-MS. / Imagem: Reprodução / Facebook

MINISTRA TEREZA CRISTINA (DEM)

Com certeza hoje a Ministra Tereza Cristina é uma das pessoas mais fortes e influentes do Brasil, tanto politicamente como comercialmente, tendo em vista seu excelente trabalho de negociação e articulação que vem fazendo junto ao Governo Federal, impulsionando nossas exportações e trazendo divisas para o Brasil - em especial, para a classe produtora sul-mato-grossense.

Hoje a Deputada Federal Bia Cavassa ocupa a suplência da cadeira de Tereza Cristina e é notório que ambas possuem um excelente relacionamento, ajudando-se mutuamente nos interesses comuns.

Não vemos nenhum impedimento - muito pelo contrário - de Bia Cavassa pulando para o DEM em um eventual imbróglio com Marcelo Iunes no PSDB. O mesmo DEM do atual Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que seria um grande aliado para incrementar a saúde em Corumbá, especialmente porque Tereza Cristina poderá almejar novos voos em 2022, seja como Senadora, seja como Governadora - não conseguimos visualizar a poderosa Ministra retornado às atividades de Deputada Federal, diante do trabalho de excelência que vêm fazendo dentro do governo bolsonarista.

Ademais, o DEM é parceiro de Reinaldo Azambuja em Mato Grosso do Sul e não vemos nenhum impedimento de Reinaldo no horizonte, que impediria Bia de mudar para o partido aliado para um eventual embate com seu próprio partido. Para Reinaldo seria apenas uma disputa interna, entre dois aliados.

CONCLUSÕES

As Eleições de 2020 prometem fortes emoções e grandes surpresas, mas não visualizamos no momento outros eventuais pré-candidatos que os apontados neste artigo - em especial, porque para o cargo do Executivo é necessário ter background na área ou experiência administrativa, focado na área pública e estes são os players que identificamos no momento desta resenha.

Caso nossas análises se concretizem e esses players concretizem suas candidaturas, não visualizamos uma reeleição tão fácil do Prefeito Marcelo Iunes com essas peças no jogo - mas como dizem: “Nada é impossível na política”.

Lembramos também que esta é a analise e a opinião individual deste articulista, portanto não representa necessariamente a opinião deste veículo de comunicação.

Então vamos observar o jogo. Façam suas apostas!

Matéria editada em 06/01/2019 para acréscimo de links e dados adicionais.

Fábio Marchi

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