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Orientação aos Pais sobre Álcool e outras Drogas

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As drogas, infelizmente, estão aí por todos os lados, em qualquer esquina, a todo o momento convidando as pessoas a usufruírem sensações inconsequentes. E mesmo com tanta informação muitos caem nessa armadilha, em uma estória sem final feliz. Amigos, curiosidade, frustrações são alguns dos motivos que atraem os indivíduos a caminharem nesse mundo obscuro.

Podemos afirmar que Droga é qualquer substância que entra no organismo e modifica a estrutura do funcionamento cerebral do indivíduo, alterando o nível de consciência podendo levar a comportamentos inadequados e perigosos, a lesões cerebrais ou até mesmo à morte.

Os filhos mudam tão rápido que é difícil acompanhá-los. A comunicação com adolescentes é um desafio, uma arte, principalmente quando esse adolescente é seu filho.

A família pode ser um fator de risco ou de proteção para o uso de substâncias psicoativas. Os pais têm uma influência fundamental no desenvolvimento de comportamentos, emoções e habilidades na vida do filho.

A orientação sobre esse tema começa desde cedo através da realidade em que se vive, podendo começar a conversar e orientar uma criança sobre os riscos dos remédios que se tem em casa, os riscos das substâncias químicas, material de limpeza, cigarro, álcool, etc. As conversas sempre valem a pena, mesmo não parecendo, os filhos sempre ouvem as mensagens assimilando e as levando em conta.

Amedrontar sobre os efeitos das drogas pode ser sedutor para o adolescente e fazer com que ele busque experimentar algum tipo de substância. Pessoas em busca de suas próprias identidades precisam se contrapor ao mundo e aos valores adultos. A curiosidade e a busca de emoções, presentes na adolescência, são fatores que contribuem para o desejo de experimentar sensações novas. Não conte mentiras sobre as drogas, sejam sempre verdadeiros para não desmoralizar mensagens preventivas. O exagero acaba gerando desconfiança. Trabalhe sempre a auto-estima do seu filho, ele tem que se sentir útil. Filhos seguros de si e que se sentem importantes na família terão maiores chances de não se fascinarem pelo consumo de drogas e saberão lidar com a pressão dos amigos.
A sensação de autonomia é muito positiva para ele, mas os limites têm que estar sempre presentes.

Alguns pontos que contribuem para evitar a experiência com o mundo das drogas são
a companhia dos pais nas atividades dos filhos, estabelecimento de regras de condutas claras, envolvimento afetivo com a vida dos filhos, respeito aos ritos familiares e estabelecimento claro da hierarquia familiar. Esses são alguns pontos chaves para uma base familiar saudável.

E caso você perceba alterações em seu comportamento ou suspeite que haja algo de errado, procure o momento adequado para conversar. Negociem um horário. Procurem um lugar tranquilo e agradável, o adolescente tem que se sentir à vontade e confortável. Passeios e caminhadas são uma excelente escolha. Alguns cenários podem intimidar seu filho e atrapalhar a conversa. Por isso, acertar o tom, o horário e o local das conversas é muito importante para haver um bom entendimento. Estabeleça limites e expresse suas razões. Durante a conversa evite expressar raiva, pois isso só vai piorar a comunicação, eles se distanciarão, omitirão seus problemas e se trancarão. Nesse momento deixe mensagens de carinho, preocupação, cuidado e atenção. Reconheça sua raiva e irritação, tente aliviá-la antes de falar sobre o assunto. Converse com outros pais que enfrentam o mesmo problema, isso poderá ajudar. Convide seu filho a refletir sobre a situação, expresse preocupações e mágoas se elas realmente existirem. Dê tempo para que ele pense sobre tudo que foi conversado. Não humilhe, não rotule, não use sarcasmo, pois seu filho vai evitar conversar contigo novamente e sua auto-estima ficará ferida e abalada. Não crie rótulos, esses impedem mudanças de comportamento.

Na adolescência a referência são os amigos, então converse com seu filho e oriente-o sobre suas companhias, nunca o contrarie, essa atitude pode piorar a situação. A melhor forma é fazê-lo refletir sobre seu circulo de amizades.

Diálogo, exemplo comportamental e expressão de amor são fundamentais para uma boa estrutura.

A compreensão faz a diferença. Pense nisso!

Michele Guimarães de Azevedo Martins
Psicóloga formada há 13 anos, pela Universidade católica de Petrópolis (RJ). Pós graduada em psicanalise e gestão de recursos humanos. Trabalha como psicóloga clínica. Professora de cursos técnicos. Trabalhou na Prefeitura de Três Rios coordernando grupos de tabagismo e através de palestras, trabalhou na prevenção e promoção de saúde mental.

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