Você em Análise

Síndrome do Pânico: Ansiedade Que Adoece

Comente este artigo

Em um mundo onde alguns valores se perderam, vida estressante e agitada, correria na busca de objetivos cada vez mais altos, busca incessante de ideais muitas vezes utópicos e cobranças no alcance de uma perfeição inatingível, geram medos e ansiedade descontrolada. O que deixa o ser humano perdido sem um alicerce que o sustente e setas que o direcionem. Todo esse contexto pode trazer prejuízos em seu funcionamento. Dando margem a transtornos psicológicos, devido a uma ansiedade mal conduzida.

Todos possuímos um grau de ansiedade, o problema está quando essa ansiedade toma uma proporção anormal e acarreta muitos transtornos na vida do indivíduo, prejudicando todo seu desempenho, trazendo prejuízos no cotidiano e em seu organismo.

Entenda um pouco mais sobre a ansiedade que adoece e limita o ser humano.

A síndrome do pânico está relacionada a um alto nível de ansiedade, ela nada mais é que um tipo de transtorno no qual ocorrem ataques repetidos de medo intenso de que algo ruim aconteça de forma inesperada.

Muitas pessoas com esta síndrome buscam tratamento no pronto-socorro, pois os ataques de pânico parecem ataques cardíacos. Muitas das vezes, o individuo passa por vários exames e nada é diagnosticado. Dessa forma, podemos partir para a hipótese de um quadro de síndrome do pânico. Vale ressaltar que o abuso de drogas pode causar sintomas iguais aos de ataques de pânico.

Estes ataques começam de repente, vêm do nada, sem nenhuma causa aparente ou surgem por meio de ansiedade extrema motivada por estresse, perdas, aborrecimentos ou expectativas. Os sintomas são como uma preparação do corpo para alguma "coisa terrível" que poderá acontecer. O organismo fica em estado de alerta, ligado. A reação natural do organismo é acionar os mecanismos de fuga e, na maioria das vezes, atinge seu ápice dentro de 10 a 20 minutos. Alguns sintomas podem continuar por uma hora ou mais. Um ataque de pânico pode ser confundido com um ataque cardíaco.

A síndrome do pânico em geral ocorre sem que haja nenhum histórico familiar. A causa em si é desconhecida. A genética pode ser um fator determinante. A síndrome do pânico é duas vezes mais comum em mulheres do que em homens.

Os sintomas são desencadeados a partir da liberação de adrenalina frente a um estímulo considerado perigoso. É como se a ansiedade ficasse perdida em nosso organismo procurando uma saída para ser descarregada. A adrenalina provoca alterações fisiológicas que preparam o indivíduo para o enfrentamento desse perigo.

Uma pessoa com síndrome do pânico, muitas vezes, vive com medo de ter outro ataque e também pode ter medo de estar sozinho, é comum não freqüentarem lugares cheios ou fechados, pois imaginam que podem passar mal e não ter ajuda médica necessária ou não ter como escapar de uma ameaça. O transtorno leva o indivíduo a evitar situações ou lugares que acredita que causem os ataques. Isso pode levar a pessoa a restringir muitos lugares aonde vai ou suas relações pessoais prejudicando sua qualidade de vida.

 As pessoas com síndrome do pânico têm pelo menos quatro dos seguintes sintomas durante um ataque:

  • Dor no peito ou desconforto
  • Tontura ou desmaio
  • Medo de morrer
  • Medo de perder o controle ou de uma tragédia iminente
  • Sensação de engasgar
  • Sentimentos de indiferença
  • Sensação de estar fora da realidade
  • Náuseas ou mal-estar estomacal
  • Dormência ou formigamento nas mãos, nos pés ou no rosto
  • Palpitações, ritmo cardíaco acelerado ou taquicardia
  • Sensação de falta de ar ou sufocamento
  • Suor, calafrios ou ondas de calor
  • Tremores.

Os ataques de pânico podem alterar o comportamento em casa, na escola ou no trabalho. As pessoas com a síndrome do pânico muitas vezes se preocupam com os efeitos de seus ataques de pânico.

Os ataques de pânico não podem ser previstos. Pelo menos nos estágios iniciais do transtorno, não há nada específico que desencadeie o ataque. Lembrar de um ataque anterior pode desencadear ataques de pânico.

Eles podem durar muito e ser de difícil tratamento.  Mas a maioria das pessoas melhora com uma combinação de medicamentos e psicoterapia. Essa por sua vez ajudará o paciente a entender os comportamentos errôneos e o que fazer para mudá-los e a controlar as visões distorcidas dos estresses da vida.

As seguintes ações também podem ajudar a reduzir o número e a gravidade dos ataques de pânico:

  • Fazer exercícios regulares
  • Dormir o suficiente
  • Fazer refeições regulares
  • Reduzir ou evitar a cafeína, alguns remédios e estimulantes.


         Se algo dessa natureza acontecer com você não se entregue, respire fundo e lentamente, tente manter uma certa calma, tenha consciência que tudo voltará ao normal, os sintomas podem durar até 30 minutos, mas passam.

A compreensão e apoio familiar é um ótimo aliado ao tratamento.

Michele Guimarães de Azevedo Martins
Psicóloga formada há 13 anos, pela Universidade católica de Petrópolis (RJ). Pós graduada em psicanalise e gestão de recursos humanos. Trabalha como psicóloga clínica. Professora de cursos técnicos. Trabalhou na Prefeitura de Três Rios coordernando grupos de tabagismo e através de palestras, trabalhou na prevenção e promoção de saúde mental.

Dê sua opinião, comente este artigo!

ATENÇÃO: Os comentários desta matéria são gerenciados pelo Facebook - que posta, agrega os comentários e os exibe nesta página. Este site não se responsabiliza por qualquer comentário indevido, feito à qualquer pessoa ou instituição - sendo cada comentário, de inteira responsabilidade dos seus respectivos autores e as denúncias deverão ser encaminhadas diretamente ao Facebook.