4.dez.2018 - Evo Morales durante evento oficial da Polícia Bolivariana, em La Paz / Imagem: Divulgação

La Paz - 20 ex-presidentes, que fazem parte do foro internacional não-governamental Iniciativa Democrática da Espanha e das Américas (IDEA), emitiram uma declaração pública sobre a Bolivia para pedir a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União Européia (UE), dispor medidas preventivas diante da “ruptura” da ordem constitucional e democrático na Bolívia.

“Pedimos respeitosamente, aos governos dos Estados membros da OEA e da UE, a manterem-se vigilantes e dispor das medidas preventivas e efetivas necessárias e apropriadas  à ruptura da ordem constitucional e democrática ocorrida na Bolívia com a presidência de Evo Morales”, cita a declaração emitida no sábado (08).

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O documento foi apoiado por Óscar Arias (Costa Rica), José María Aznar (Espanha), Enrique Bolaños (Nicarágua), Rafael Ángel Calderón (Costa Rica), Alfredo Cristiani (El Salvador), Fernando de la Rúa (Argentina), Vicente Fox (México), César Gaviria (Colombia), Felipe González (Espanha), Osvaldo Hurtado (Equador) e Luis Alberto Lacalle (Uruguai).

Respaldaram essa publicação: Jamil Mahuad (Equador), Mireya Moscoso (Panamá), Gustavo Noboa Bejarano (Equador), Andrés Pastrana (Colômbia), Jorge Tuto Quiroga (Bolivia), Miguel Ángel Rodríguez (Costa Rica), Julio María Sanguinetti (Uruguai), Álvaro Uribe Vélez (Colômbia) e Juan Carlos Wasmosy (Paraguai).

Milhares de pessoas estão indo às ruas para protestar contra a decisão do TSE da Bolívia em autorizar a candidatura de Evo Morales para um quarto mandato - contra um referendo realizado em 2016 que o impedia de se candidatar a um quarto mandato consecutivo.

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No entanto, no ano passado, o Tribunal Constitucional da Bolívia autorizou a reeleição indefinida, ao entender que prevalece um artigo da Convenção Americana de Direitos Humanos, assinada pelo país, que concede o direito a um líder ser eleito sem essa limitação.

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