Está sendo julgado o policial rodoviário federal Ricardo Hyiun Su Moon, acusado de matar a tiros o empresário Adriano Correia do Nascimento na madrugada de 31 de dezembro de 2016, em uma briga de trânsito, em Campo Grande.

O júri popular é presido pelo juiz Carlos Alberto Garcete, da 1ª Vara do Tribunal do Júri, e é realizado com plenário lotado. Há amigos do policial vestidos com camiseta em apoio a ele, familiares do empresário e das outras duas pessoas que estavam com ele no momento do crime e foram vítimas de tentativa de homicídio, estudantes de direito e imprensa.

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Moon chegou a ser preso após o crime, e aguarda o julgamento em liberdade, desde agosto de 2017, cumprindo medidas cautelares.

Em outubro do ano passado o policial falou com exclusividade ao G1 sobre o caso, e disse que “não é um monstro descontrolado”. Na reportagem, a família de Adriano, representada por seu advogado, também comentou o caso dizendo que o réu “tem o direito de mentir”. O julgamento começa às 8h, no plenário do Tribunal de Justiça de Campo Grande.

O caso

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Os dois veículos cruzaram-se na avenida Ernesto Geisel, centro de Campo Grande (MS). Em um deles estava o policial rodoviário, que teria sido fechado em um cruzamento pela caminhonete dirigida pelo empresário, acompanhado de 2 pessoas. De uma questão de trânsito, a cena transformou-se em uma tragédia que mudou a vida de duas famílias.

De acordo com a investigação, após a fechada que quase resultou em um acidente, Ricardo parou seu carro em frente à caminhonete e desceu. Ele alega que Adriano estava embriagado e que o fez com o intuito de pará-lo. Ali começou uma discussão. Segundo a acusação, Adriano queria ir embora com os outros 2 ocupantes do carro. A defesa diz que Ricardo não queria permitir porque o motorista estava alterado e não tinha condições de dirigir.

Segundo o Ministério Público, a discussão terminou com 11 tiros disparados por Moon com a pistola automática dele. Dois disparos atingiram Adriano, que morreu no local. Um tiro acertou a perna de Vinícius Cauã Ortiz, na época com 17 anos, que estava no banco de trás.

Em depoimento, o acusado disse que disparou porque a caminhonete teria avançado sobre ele. Agnaldo Spinosa da Silva, de 51 anos, que estava no banco da frente, disse que o veículo teria avançado sobre o policial quando Adriano foi atingido e perdeu o controle. A caminhonete, que tinha câmbio automático, bateu em um poste a alguns metros do local.

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