Em entrevista dada aos jornais Midiamax e Folha MS nesta quarta-feira (03), o ex-senador Delcídio Amaral (PTC) falou sobre seu retorno à política após ter sido absolvido do processo de suposta obstrução à Justiça.

Delcídio garantiu que agora, após a absolvição, ele volta a trabalhar politicamente visando as eleições de 2020.

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“Estou saindo dessa situação melhor do que eu entrei (...) Mas quero dizer que estou voltando para política, serenamente, conversando com todo mundo como sempre fiz e tentando montar um projeto diferente, como eu sempre fui, ou seja, com ideias novas e tratando de coisas nobres”, afirmou o ex-senador ao Folha MS.

Ao jornal Midiamax, Delcídio também comentou o cenário político municipal, estadual e federal, classificando como ‘mimimi’ os entraves de diálogo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) e sua equipe com o Congresso Nacional.

“Todos os escândalos de seis meses governo Bolsonaro eu avalio como perda de tempo com a espuma do chopp. São crises permanentes, desnecessárias e eles precisam entender que governo não se faz no Twitter, mas sim com planejamento, debates, políticas públicas e com o Congresso. Não se pode desplugar o Legislativo do Executivo. Mesmo abalado, o Congresso tem força por representar o povo”, disse.

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Delcídio avaliou ainda como ‘cinzenta’ a gestão de Reinaldo Azambuja (PSDB) frente ao governo do Estado. “Há uma carência de ideias para sinalizar um Estado diferente, que dê perspectivas para essas gerações que estão vindo. O tempo está se arrastando porque a gente não vê coisas novas, arrojo, ousadia”.

Sobre a gestão municipal de Marquinhos Trad (PSD) em Campo Grande, o ex-senador disse que vê o trabalho forte do Executivo. “A gente percebe nitidamente que a situação dele no ano que vem vai ser igual à minha em 2014, quando eu estava praticamente sozinho e de repente surgiu uma ‘renca’ de candidatos. Mas eu sinto que falta uma discussão mais ampla. O que é Campo Grande? O que vai ser da cidade? É uma cidade de serviços, incubadoras, startaups, turismo de eventos? Não podemos discutir só o buraco de rua, temos que discutir o projeto político para o futuro”.


Delcídio também comentou sobre os momentos difíceis que passou longe do cenário político, ‘tangenciando a depressão’, por conta do processo de cassação onde acabou absolvido esta semana. “Inclusive existe um acordo de prestação de serviço que eu, mesmo inocentado vou fazer questão de cumprir e abraçar a causa, que é com crianças em situação de afastamento da casa dos pais” comentou.

Afastamento e retorno

Neste período, o ex-senador conta que esteve em atividades diárias no Pantanal cuidando da fazenda de gado nelore. “Muito se fala da Amazônia, mas o bioma pantaneiro é extraordinário e eu tive o prazer de acompanhar isso de perto nesse ano”, conta.

O ex-senador afirma estar em diálogo com vários partidos para formar um projeto político diferente para as eleições. “Eu sempre fui diferente, mas quis conciliar o irreconciliável, que era me unir ao medíocre, e não foi bom”, conta. O ex-parlamentar também fez duras críticas ao PT, que o ‘abandonou’. “Parece que resolveram me cassar para tentar se livrar, mas a leitura na situação do Aécio (senador Aécio Neves) foi outra, foi de vamos mantê-lo senão nós vamos juntos. A minha absolvição mostra que esta foi uma análise completamente equivocada, que eles estavam errados”.

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