Um bebê de um ano e nove meses morreu vítima de suspeita de H3N2. O bebê foi internado no dia 30 de maio e morreu na terça-feira (18), às 12 horas, na Santa Casa em Campo Grande.

Conforme a Vigilância Epidemiológica, até terça-feira (19), 24 pessoas morreram por complicações da Influenza em Mato Grosso do Sul, nas cidades de Corumbá, Três Lagoas, Aquidauana, Inocência, Rio Verde de Mato Grosso, Campo Grande, Porto Murtinho, Mundo Novo, Água Clara, Naviraí e Bonito.

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Além do bebe, a manicure Julia Nantes de Oliveira, 40 anos, morreu na segunda-feira (17) em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santa Mônica, em Campo Grande, com suspeita de H1N1. A vítima começou a passar mal no dia 11, passou por várias unidades de saúde, tentou vaga no Hospital Regional, mas não resistiu e morreu após sofrer parada cardiorrespiratória.

A Secretaria Municipal de Saúde (SESAU) disseram que a suspeita de H1N1 está sendo investigada nos dois casos.

RESFRIADO E INFLUENZA

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O resfriado geralmente é mais brando que a gripe e pode durar de 2 a 4 dias. Também apresenta sintomas relacionados ao comprometimento das vias aéreas superiores, mas a febre é menos comum e, quando presente, é de baixa intensidade. Outros sintomas também podem estar presentes, como mal estar, dores musculares e dor de cabeça. Assim como na gripe, o resfriado comum também pode apresentar complicações como otites, sinusites, bronquites e até mesmo quadros mais graves, dependendo do agente etiológico que está provocando a infecção.

O que popularmente ficou conhecida como “gripe A” é, na verdade, a gripe causada pelo vírus influenza A H1N1. Em 2009, o mundo enfrentou uma pandemia desta gripe, com grande repercussão na saúde das pessoas e
sobrecarga da rede de serviços de saúde. Outro vírus influenza A que também está circulando pelo mundo é o H3N2. A vacina contra a gripe protege tanto contra o H1N1 como contra o H3N2, além de também oferecer proteção contra influenza B.

EPIDEMIA

A gripe tem matado, pelo menos, três pessoas por mês em Mato Grosso do Sul. Do início do ano até agora, já foram confirmados 22 óbitos em decorrência da doença. O número é o maior dos últimos quatro anos e causa preocupação diante da chegada do inverno - a estação mais fria do ano - que é quando aumenta a incidência de doenças respiratórias e virais.

Conforme dados do Ministério da Saúde, desde 2014, quando houve registro de 70 mortes, o Estado não havia registrado tantos óbitos por gripe no primeiro semestre do ano. Em 2015, apenas uma pessoa morreu em decorrência da doença de janeiro a junho; em 2016, foram três óbitos no mesmo período; e em 2017, quatro. No ano passado, houve 20 óbitos por gripe no mesmo período.

Os casos de gripe durante o período de janeiro a junho também aumentaram nos últimos quatro anos. Enquanto em 2015 foram 12, em 2016 houve 70 casos, 2017 - 62 e em 2018 - 95.

Conforme a Vigilância Epidemiológica, os óbitos por gripe em Mato Grosso do Sul ocorreram nas cidades de Corumbá, Três Lagoas, Aquidauana, Inocência, Rio Verde de Mato Grosso, Campo Grande, Porto Murtinho, Mundo Novo, Água Clara, Naviraí e Bonito.

SUSPEITA

A manicure Julia Nantes de Oliveira, de 40 anos, morreu na última segunda-feira (17), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Santa Mônica, em Campo Grande, com suspeita de H1N1. A vítima começou a passar mal no dia 11, percorreu várias unidades de saúde, tentou vaga no Hospital Regional, mas não resistiu e morreu após sofrer parada cardiorrespiratória.

Segundo informações da mãe da vítima à polícia, Julia chegou em casa do trabalho no dia 11, terça-feira passada, com falta de ar e bastante gripada. No dia seguinte, ela teria ido trabalhar, mas passou mal novamente e foi liberada do trabalho para ir ao médico.

Ela realizou exames na Unidade Básica de Saúde do Aero Rancho, que resultaram em anemia. A médica passou medicamentos e ela teve alta. Porém ,três dias depois, no dia 16, Julia estava bastante debilitada e a mãe contou que acompanhou a filha até o Hospital Regional, mas foi orientada a procurar o posto de saúde.

Finalmente, Julia foi internada no dia seguinte, na Upa Santa Mônica, às 9h, onde realizou os exames necessários e medicações, mas, às 13h, ela sofreu uma parada cardiorrespiratória, foi reanimada, porém às 18h30 sofreu outra parada e não resistiu.

Nas redes sociais, amigos e clientes de Júlia prestaram homenagens, com frases de pesar aos familiares. A mulher trabalhava como manicure há cerca de 5 anos em salão de beleza da Capital, que também prestou homenagem a funcionária.

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