O pai, a mãe e a avó da pequena Sophia, de apenas 1 ano e 1 mês, foram presos suspeitos da morte da criança, na última terça-feira (18). De acordo com a Polícia Civil, o pai é o principal suspeito de ter estuprado a menina, enquanto as outras duas teriam tentado acobertar o crime. O caso aconteceu em Arapongas, no Paraná.

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Crueldade

Em entrevista coletiva na manhã desta segunda-feira (24), a delegada Thaís Orlandini Pereira, disse que a criança morreu após ter sido estuprada.

“As investigações mostram que a criança foi brutalmente estuprada e com indicativos que o pai cometeu tal barbaridade, sendo que a mãe e a avó foram coniventes, não impediram as agressões”, explicou a delegada.

“Há indicativos que o estupro levou a criança a morte. Acreditamos que essa prática não foi um fato isolado, estamos investigando para descobrir se isso ocorria diariamente com essa criança”, continuou. “O ânus da criança estava dilacerado, chegando a romper a parede do intestino”.

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A menina chegou a ser levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), por volta das 20h do dia 18. Contudo, investigações iniciais apontam que a criança já estava morta, pelo menos duas horas antes de chegar ao local.
Os três negaram envolvimento no crime.

Eles afirmam que a menina se engasgou com leite materno após a mãe lhe dar banho. Porém, um laudo inicial do Instituto Médico-Legal (IML) apontou agressão física como fator que levou a morte.

“Ninguém confessa nada e nem chora. São apáticos, a mãe e a avó não demonstram nenhum sentimento. Dá a impressão que eles combinaram uma versão, porém em alguns pontos eles se contradizem”, explicou Thaís Orlandini.

Segundo a delegada, o estado do bebê era tão extremo que mesmo sem a análise laboratorial, foi possível verificar o estupro.

“Ele [o pai] quis sim matar a criança, não tem como não dizer isso de um pai que agride a filha de apenas um ano dessa forma. A prorrogação das prisões vai nos ajudar a comprovar que isso ocorreu de forma continuada”, completou.

Além do caso de Sophia, a delegada revelou que outra filha do casal morreu há dois anos. De acordo com a polícia, ela teria sido vítima de desidratação. Contudo, um novo inquérito será aberto para confirmar se foi esse mesmo o motivo da morte.

O casal ainda tem outras duas filhas, uma de três semanas e outra com 4 anos. A polícia quer saber se as duas também foram vítimas do casal.

O pai, a mãe e a avó serão indiciados pelos crimes de estupro de vulnerável e homicídio qualificado. Com a repercussão do caso, os três precisaram ser transferidos da cadeia da Arapongas para outro estado, que não foi revelado.

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