Insatisfeito com o comportamento de alguns parlamentares do PSL, o presidente Jair Bolsonaro tem confidenciado a assessores que pode mudar-se para o DEM. Ele reclama que o PSL não defende seus projetos como deveria e muitos parlamentares trabalham contra suas decisões. O caso mais visível aconteceu com a MP 870, que determinou a reestruturação administrativa de seu governo, com a redução de 29 para 22 ministérios, mas, sobretudo, com a transferência do Coaf para a Justiça. Na negociação para o Senado manter a decisão da Câmara sobre a MP, mesmo tirando o Coaf de Moro, devolvendo-o ao ministro Paulo Guedes, teve senador do PSL que insistia em desfazer esse acordo, colocando em risco a redução dos ministérios. Bolsonaro estrilou.

Cabeçadas

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Não é de hoje que o PSL impõe dores de cabeça a Bolsonaro. Em fevereiro, o presidente do partido, Luciano Bivar, votou contra o governo na Lei de Acesso à Informação. E, agora, há deputados do PSL pressionando o presidente a sancionar a lei proibindo o pagamento de bagagens nos aviões, enquanto as empresas pedem que o governo vete a medida.

Retaguarda

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Bolsonaro entende que terá compreensão maior se for para o DEM, de onde são três ministros de seu governo: Onyx Lorenzoni (Casa Civil), Luiz Henrique Mandetta (Saúde) e Tereza Cristina (Agricultura). Todos, aliás, fazem um bom trabalho. Esse, inclusive, é outro ponto de atrito: por que o PSL não tem nenhum ministro e o DEM tem três?

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