Um vídeo que circula pela internet mostra dois homens dentro de uma cova usando pás para remover a terra e aumentar o buraco. Os jovens são primos do pescador Moises Rodrigues da Silva, que no morreu no dia 7 de junho, no distrito de Piraputanga, em Aquidauana, região do Pantanal de Mato Grosso do Sul. O pescador faleceu depois de uma cirurgia no rim.

Segundo a família de Moíses, ao chegar no cemitério, não foi possível colocar o caixão na cova que tinha acabado de ser aberta.

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"Não teve jeito, o caixão não cabia, viraram de um lado, do outro, e ficou pior" disse Irene Cebalho, prima do pescador.

Devido ao problema, amigos e parentes se mobilizaram e foram buscar pás e cavedeiras. Eles utilizaram as ferramentas para aumentar a cova. O trabalho atrasou o sepultamento em mais de 1 hora. A prima de Moíses conta que foi um grande constrangimento para todos que estavam presentes. "A dor já era grande, todo mundo chorando, triste, aí você chega no cemitério e não consegue enterrar a pessoa que você tanto ama porque a cova foi mal feita, uma humilhação isso", explicou Irene.

O distrito de Piraputanga não tem coveiro, segundo a associação dos moradores. O presidente da entidade, Humberto Cristaldo Filho, disse ao G1, que distrito contava com 3 funcionários de serviços gerais. Eram eles os responsáveis que cuidavam do cemitério e que faziam as covas. Porém, estes servidores teriam sido removidos de Piraputanga pela prefeitura no início do ano. Ainda segundo Humberto, antes de Moíses ser enterrado a prefeitura teria enviado uma pessoa não especializada para fazer a cova que ficou rasa.

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" Veio um homem de manhã aqui fazer a cova, ele foi embora e a gente pensou que estava boa, mas, quando chegamos no cemitério levamos um susto com o serviço que foi feito" disse Humberto. Ele também reclama da situação do cemitério que estaria abandonado.

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