A denúncia de pagamento de mensalinho, crime de compra de apoio político mediante propina revelada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), levou à anulação da eleição da Mesa Diretora na Câmara Municipal de Ladário, a 419 km de Campo Grande.

A eleição foi em 20 de novembro e seis dias depois foram presos o prefeito e sete vereadores. Na última segunda-feira (dia 3), o Poder Legislativo anulou a eleição, com placar de 6 votos a 3. A data do novo processo deve ser divulgada na sessão do dia 10.

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Dos cinco eleitos para administração da Câmara no biênio 2019/2020, quatro vereadores foram presos. A recomendação para anular a eleição partiu do MP/MS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

De acordo com a promotoria, as investigações apontam que, dentre outras ilegalidades, as eleições para a Mesa Diretora da Câmara de Vereadores foram maculadas, na medida em que houve suborno, negociata e compra de apoio para a eleição, conforme apontam as interceptações telefônicas.

Em 20 de novembro, a Mesa Diretora foi eleita com a seguinte composição: Eurípedes
Zaurízio de Jesus (presidente), Vagner Gonçalves (vice-presidente), André Franco Cafaro (segundo vice), Paulo Rogério Feliciano Barbosa (primeiro secretário) e Agnaldo Santos Silva Junior (segundo secretário).

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No dia 26 de novembro, foram presos Vagner (PPS), André (PPS), Paulo (PMN) e Agnaldo (PTB). A ação ainda prendeu os vereadores Augusto de Campos (MDB), Lilia Maria Villalva de Moraes (MDB) e Osvalmir Nunes da Silva (PSDB). As prisões são por associação criminosa e corrupção ativa e passiva. A Câmara tem 11 vereadores.

A operação do Gaeco também prendeu o prefeito de Ladário, Carlos Anibal Ruso Pedrozo (PSDB), que foi afastado do cargo.

Esquema – De acordo com a operação, prefeito, secretários e vereadores se uniram para prática de crimes contra a administração pública. O chefe do Poder Executivo passou a subornar os vereadores para comprar apoio político, aprovação de projetos de seu interesse e arquivamento de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para apurar irregularidades na saúde.

As moedas de troca eram nomeação de pessoas indicadas em cargos em comissão no município ou pagamento de propina mediante “mensalinho”. (Colaborou Rosana Nunes, do Diário Corumbaense). 

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