Josef Mengele, o famoso oficial alemão da Schutzstaffel (SS) e médico no campo de concentração de Auschwitz que ficou conhecido como "Anjo da Morte", teria estado em Corumbá após o fim da Segunda Guerra Mundial, em fuga, possivelmente para a Argentina.
A informação consta na obra "Mengele: The Complete Story", livro sem tradução no Brasil, dos jornalistas investigativos norte-americanos Gerald Posner e John Ware.

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Para escreverem a biografia de Mengele, os jornalistas se debruçaram sobre arquivos oficiais de Hamburgo, na Alemanha, além de escritos pessoais do carrasco nazista. Mengele foi um notório membro da equipe de médicos responsáveis ​​pela seleção das vítimas a serem mortas nas câmaras de gás e por realizar experimentos humanos mortíferos em prisioneiros. Os que chegavam e eram considerados aptos a trabalhar eram admitidos no campo e os que eram considerados incapazes de trabalhar eram imediatamente mortos nas câmaras de gás.

Mengele deixou Auschwitz em 17 de janeiro de 1945, pouco antes da chegada das tropas liberadoras do Exército Vermelho da União Soviética. Depois da guerra fugiu para a América do Sul, onde evitou a captura pelo resto de sua vida.

O trecho que cita a cidade de Corumbá consta (em inglês) na página 171 da obra que está disponivel para download em PDF na internet. 

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"Nesse mesmo dia, outro relatório veio "trovejando" sobre as agências de notícias de Hamburgo, na Alemanha, onde um empresário alemão, Peter Sosna, disse que estava certo de que ele havia conhecido Mengele em uma recente viagem para o Brasil. Sosna disse que enquanto estava no Mato Grosso, na cidade de Corumbá, um grupo de alemães não identificados apresentou-o a um médico. Sosna informou que o médico tinha guarda-costas indígenas e a reunião foi realizada em grande segredo. No seu regresso a Hamburgo, Sosna foi direto para o escritório do promotor alemão e depois que viu fotografias de Mengele, identificou-o como o homem que tinha visto com muita credibilidade. Sosna trabalhou para uma empresa de fornecimento de Chandler marinho e parecia ser uma testemunha confiável.

Em resposta ao relatório do Sosna, a polícia brasileira lançou uma de suas maiores caçadas. Corumbá estava repleta de policiais, que estabeleceram bloqueios em todos os pontos que cruzam o Rio Paraguai. Em 18 de março, a polícia recebeu uma dica de que Mengele estava hospedado em um hotel em Corumbá e havia se registrado  no nome de "Juan Lechin" - mais uma das numerosas identidades que usava. Brandindo armas, mais de trinta policiais invadiram o hotel, onde encontraram ninguém que se assemelhava Mengele, mas detiveram o proprietário infeliz". 

Mengele e Cacilda

Nos anos 70, a famosa curandeira Cacilda de Paula Barbosa alegou ter se relacionado com um alemão de sobrenome Mengele, tendo, inclusive, uma filha com ele. Conforme o jornalista Silvio Andrade: "O relacionamento da curandeira com um alemão de sobrenome Mengele também gerou um caso polêmico, assunto proibido na família. Ainda adolescente, ela conviveu com esse homem misterioso e tiveram uma filha, hoje com 67 anos. Seria Josef Mengele, o “Anjo da Morte”, que vivia na clandestinidade, na época, entre São Paulo e as fronteiras com a Bolívia e Paraguai? O nazista desapareceu e tempos depois foi encontrado morto no interior paulista, em 1979".

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