Fiéis católicos carregam cruzes de madeira reencenando os últimos momentos de Cristo antes da crucificação em procissão de Sexta-Feira Santa em Nairóbi, no Quênia — Foto: Reuters/Stringer

Católicos celebraram nesta sexta-feira a paixão (sofrimento) e morte de Jesus Cristo. Fiéis participaram de procissões e encenações dos últimos momentos de sua vida em vários países.

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Semana Santa

A Semana Santa começa no Domingo de Ramos, que lembra a entrada de Jesus em Jerusalém aclamado por ramos de palmeiras e oliveiras. Na quinta-feira (18), os católicos participaram da cerimônia do Lava-Pés, que marca a instituição da Eucaristia. No Vaticano, após cerimônia na catedral de São Pedro, o Papa Francisco também lavou os pés de 12 detentos, em uma prisão na cidade de Velletri, a cerca de 60 km de Roma.

Neste dia, Sexta-feira Santa, que os antigos chamavam de “Sexta-feira Maior”, quando celebra-se a Paixão e Morte de Jesus, o silêncio, o jejum e a oração devem marcar este momento. Ao contrário do que muitos pensam, a Paixão não deve ser vivida em clima de luto, mas de profundo respeito e meditação diante da morte do Senhor que, morrendo, foi vitorioso e trouxe a salvação para todos, ressurgindo para a vida eterna.

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Celebração das 15 horas

O ponto alto da Sexta-feira Santa é a celebração das 15 horas, horário em que Jesus foi morto. É a principal cerimônia do dia: a Paixão do Senhor. Ela consta de três partes: liturgia da Palavra, adoração da cruz e comunhão eucarística. Nas leituras, medita-se a Paixão do Senhor, narrada pelo evangelista São João (cap. 18), mas também, prevista pelos profetas que anunciaram os sofrimentos do Servo de Javé. Isaías (52,13-53) coloca, diante dos olhos dos fiéis, “o Homem das dores”, “desprezado como o último dos mortais”, “ferido por causa dos nossos pecados, esmagado por causa de nossos crimes”. Deus morreu pela humanidade em forma humana.

À noite, as paróquias fazem encenações da Paixão de Jesus Cristo com o sermão da descida da Cruz; em seguida, há a Procissão do Enterro, levando o esquife com a imagem do Senhor morto. O povo católico gosta dessas celebrações, porque põe o seu coração em união com a Paixão e os sofrimentos do Senhor. Tudo isso nos ajuda na espiritualidade deste dia. Não há como “pagar” ao Senhor o que Ele fez e sofreu por nós; no entanto, celebrar com devoção o Seu sofrimento e morte Lhe agrada e nos faz felizes. Associando-nos, assim, à Paixão do Senhor, colheremos os Seus frutos de salvação.

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