Populares manifestaram sua indignação em frente da sede da empresa em Corumbá. / Imagem: Fábio Marchi

Corumbá - Em protesto programado para esta tarde de hoje (30), vários consumidores protestaram e bradaram palavras de revolta contra uma suposta cobrança abusiva que a empresa Energisa - concessionária de energia elétrica na região - estaria praticando nos últimos meses.

Havia também pessoas recolhendo assinaturas para um documento que será enviado diretamente para a ANEEL

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Integrantes do Movimento Popular coletavam assinaturas para um documento que será enviado à ANEEL. / Imagem: Fábio Marchi

Alguns políticos estiveram presentes na manifestação apoiando a causa, entre eles os vereadores Chicão Viana (SD), Tadeu Vieira (PDT), Manoel Rodrigues - Manoelzinho (PRB) e o Presidente da Câmara Municipal, Roberto Façanha (PMDB), que declarou ao Correio da Manhã:\

Algumas autoridades da Câmara Municipal apareceram no protesto. / Imagem: Fábio Marchi

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Façanha emendou:

O Presidente da Câmara Municipal de Corumbá disse que a população precisa ser mais ativa e sair das redes sociais. / Imagem: Fábio Marchi

Embora a quantidade de manifestantes presentes tenha sido pouca, várias pessoas paravam seus carros para assinar o documento. / Imagem: Fábio Marchi

O vereador Chicão também se manifestou no mesmo sentido:

Segundo o Vereador Manoel Rodrigues, a iniciativa partiu de representantes do Movimento Popular, um movimento que surgiu em Campo Grande e está organizando manifestações na capital e no interior, convocando as pessoas a registrarem sua indignação por escrito - pois só assim resultados concretos poderão ser obtidos, na Justiça.

Manoel também integrou o mesmo tom dos demais colegas:

A empresária Isabelly Benzi também marcou presença na manifestação contra a Energisa na Cidade Branca:

A empresária Isabelly Benzi estava indignada na manifestação. / Imagem: Fábio Marchi

O representante comercial Alexandre Campos também participou da manifestação - e como todos os presentes, também registrou sua indignação no abaixo-assinado que será enviado à ANEEL:

O representante comercial Alexandre Campos disse que "essa situação não vai ficar assim". / Imagem: Fábio Marchi

Isso tem que acabar de alguma forma. Sou representante comercial, só recebo pelo que vendo. Como é que uma empresa quer exigir que paguemos aquilo que não consumimos? Estão fazendo a gente de palhaço? Eu acompanho o meu consumo, sei exatamente o que minha casa consome, tenho registrado todo o meu histórico, e nos meses mais quentes fazemos muita economia para sobrar para o ar-condicionado e equilibrar o consumo. Eu só quero saber qual é a autoridade que vai resolver essa situação. Só isso!

Durante a realização desta matéria, o Correio da Manhã procurou por algum representante do PROCON de Corumbá no local da manifestação - uma vez que assinaturas e dados pessoais de consumidores estava sendo coletados, por uma conta de uma insatisfação generalizada de uma relação de consumo - porém não havia ninguém do referido órgão no local. Segundo informações levantadas o diretor da entidade encontra-se viajando e por alguma falha de comunicação entre a entidade e a organização, não havia autorizado nenhum(a) representante a participar da manifestação - cuja realização estava programada desde a semana passada.

A OAB de Corumbá se posicionou, na figura do Presidente da subseção, o advogado Roberto Lins:

Uma consumidora que não quis se identificar, declarou à este Correio:

Eles vivem vigiando a gente, sempre com desconfiança se a gente tem "gato". Abrem relógio, provocam constrangimento, a vizinhança fica olhando pra gente com cara que viram bandido - mesmo a gente sendo inocente. E agora? Quem é que fiscaliza o "gato" da Energisa?

Este jornal tentou entrar em contato com o escritório local, que atende até as 16:00, mas o escritório estava fechado e não havia ninguém autorizado para dar declarações à imprensa.

O PROCON de Corumbá localiza-se na Rua Sete de Setembro, 222 - entre a 13 de Junho e a Delamare. Fone: (67) 3907-5431

Consumidores levaram cartazes e gritavam palavras de ordem. / Imagem: Fábio Marchi

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