A conta de luz, no último mês de 2019, passou para a bandeira tarifária amarela, o que significa um custo adicional de R$ 1,343 para cada 100 quilowatts-hora consumidos. Segundo a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), isso ocorreu pela melhora nas condições de chuva sobre as principais bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (SIN), caracterizando o início do período úmido na região dessas bacias.

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A previsão hidrológica para o mês de dezembro é a de que as vazões afluentes aos principais reservatórios se elevem gradativamente, mas ainda atingindo patamares abaixo da média quando comparadas às referências históricas.

O cenário não é animador para 2020, onde os consumidores de todo o país poderão ter um aumento médio de 2,42%. O aumento consta de uma consulta pública aberta no dia 30 de outubro pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), sobre o orçamento para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), um dos subsídios pagos pelos consumidores de energia.

Para o próximo ano, a Aneel aprovou um orçamento para a CDE de R$ 22,453 bilhões, um aumento de 11% em relação ao orçamento deste ano, de R$ 20,208 bilhões. Desse montante, a parte paga pelos consumidores teve um aumento de 27% e deve passar de R$ 16,238 bilhões para R$ 20,645 bilhões.

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Para Wagner Cunha Carvalho, especialista em eficiência energética, a medida da bandeira tarifária amarela para dezembro é um pouco melhor que a do mês anterior, que estava com a bandeira tarifária vermelha em vigor, mas não se pode esquecer de economizar ao máximo, pois o consumidor está pagando uma das contas de luz mais caras dos últimos 5 anos. “Esse cenário é resultado do baixo volume de chuvas e do baixo nível de água nos reservatórios de usinas do País.

O acionamento das usinas termelétricas é uma operação cara, pelo uso de óleo diesel e gás natural e consequentemente, reflete em nossas contas de luz. O melhor a fazer neste momento é utilizar formas inteligentes de poupar energia para não levar um susto quando a conta chegar”, explica.

Em empresas, por exemplo, o cuidado com a conta de luz deve ser redobrado, pois elas utilizam diversos equipamentos ao mesmo tempo e alguns deles podem ser maquinários antigos, que consumem muita energia comparados aos novos modelos. “Nesses casos é necessário gerenciar os picos de energia, controlando a demanda da concessionária sem interferir na produtividade da empresa”. O especialista ainda revela que o maior vilão do consumo de energia elétrica em empresas são os aparelhos de ar condicionado e muitas vezes geladeiras e câmaras frias, no caso de estabelecimentos que trabalham com produtos alimentícios, junto ao sistema de iluminação.

Outra dica importante é estar atento às luzes dos ambientes, equipamentos de uso intermitente em tomadas, que interferem no consumo de energia e na eficácia de outros aparelhos. Na escala de maior gasto, estão o ar-condicionado – na função quente ou fria – e a geladeira, que no total do consumo de uma casa representa 30%, o chuveiro elétrico 25%, a iluminação 20%, aparelho de televisão 10%, o ferro elétrico 6%, máquina de lavar 5% e todos os demais, como micro-ondas, roteadores, etc, 4%.

“No caso dos aparelhos resfriadores, é possível estudar os picos de energia, por meio de medidores e gerenciamentos específicos para que nestes horários haja controle e menos gastos. Já para a iluminação existe viabilidade para substituir lâmpadas decorativas por lâmpadas eficientes com Light Emitting Diode, muito conhecidas como LED. Em relação as dicroicas, o LED pode ser até 80% mais econômico”, diz.

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