Um pantaneiro típico da região do Taquari, em frente à sua casa simples - geralmente construída com madeira e palha. / Imagem: Fábio Marchi

Corumbá - O Pantanal da microrregião do Rio Taquari, da localidade de Corumbá - distante cerca de 430km da capital, Campo Grande - é um local de difícil acesso, em boa parte por conta da tragédia ambiental que o Taquari sofreu no final dos anos 1970, quando o rio Taquari começou a ser assoreado (acúmulo de areia e sedimentos no leito fluvial), causando o estreitamento do leito do rio, o alagamento permanente de algumas áreas ou ainda, a desertificação arenosa de outras. 

Por conta dessa tragédia ambiental, nas últimas décadas centenas de fazendeiros, ribeirinhos, trabalhadores e pescadores foram obrigados a abandonar suas casas no pantanal do Mato Grosso do Sul. Ficaram para trás cercas, cavalos, tratores, gado e milhares de empregos. O que restou? Uma população ribeirinha carente e que necessita de uma maior assistência do Estado, pois ela não é a responsável por um dos maiores desastres ambientais da história brasileira.

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Durante cinco dias e meio (10/09 até 16/09), o jornalista Fábio Marchi esteve acompanhando à convite da Prefeitura de Corumbá, a equipe do “Programa Povo das Águas”, uma ação desenvolvida pela própria Prefeitura de Corumbá que iniciou-se em meados de 2009 e passou a tomar o formato atual a partir de 2010: levando médicos, enfermeiros, dentistas, psicólogos, assistentes sociais e tudo aquilo que o ribeirinho precisa para se sentir um pouquinho mais cidadão.

Rio Taquari / Imagem: Correio da Manhã

A vida na região do Pantanal do Taquari não é fácil: uma ida à cidade de Corumbá pode demorar cerca de 12 horas de “chalana” - um barco-transporte bem rústico e nem sempre tão seguro - e R$ 80,00 por trecho percorrido. Isso significa que uma simples ida-volta à Cidade Branca pode custar cerca de R$ 160,00 (cento e sessenta reais) por cabeça - muito caro para um povo que vive da pesca, da agricultura de subsistência ou da criação de gado de leite. 

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Por razões assim, a coisa complica para o ribeirinho quando o assunto é tratar de uma dor de dente, acompanhar o calendário de vacinação infantil ou ainda, vacinar os cachorros da família - um animal tão útil naquelas bandas quanto um cavalo ou uma mula.

O programa “Povo das Águas” veio para suprir um pouco dessa lacuna que muitas vezes desprezamos na vida urbana: agendar uma consulta ao dentista, ir ao médico, obter remédios, sentir a presença do Estado, da civilização.

Nos próximos 9 dias nós publicaremos cerca de 18 matérias especiais sobre a nossa participação nessa etapa do programa “Povo das Águas - Região do Taquari” (a quarta edição deste ano), para que você possa conhecer um pouco mais sobre este programa que está melhorando a saúde do ribeirinho pantaneiro e fazendo uma política inclusiva com a população mais carente que já tivemos notícias, por estas bandas.

Portanto, fiquem atentos às nossas reportagens especiais no Correio da Manhã! 

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