A Assembleia Legislativa deve votar, nesta terça-feira (20), o projeto de resolução que tira o povo da tribuna do legislativo estadual. Para os deputados contrários, afastar a população do púlpito será “retrocesso”, o primeiro em quatro décadas de história da Casa de Leis, e motivo de “vergonha” para o parlamento.

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A proposta foi aprovada pelo placar de 3 a 2 votos na Comissão de Constituição e Justiça. Votaram a favor os deputados Barbosinha (DEM), Lídio Lopes (Patri) e Gerson Claro (PP). Já João Henrique (PL) e Marçal Filho (PSDB) votaram contra.

Apressado em tirar o representante da sociedade civil organizado, movimentos sociais, sindicatos, empresários, igrejas e entidades diversas, o presidente do legislativo, Paulo Corrêa (PSDB), incluiu o projeto de resolução para ir a primeira votação hoje. O tucano vai entrar para a história por cassar a população da tribuna.

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“Votarei contra esse absurdo! A Casa de Leis é a casa do povo. Uma caixa de ressonância. O povo tem direito de falar sim!”, reagiu o deputado estadual Renan Contar, o Capitão Contar (PSL).

“Sou totalmente contra. A proposta do uso da tribuna por representantes da sociedade civil sempre foi uma bandeira defendida pelo PT”, emendou o deputado Pedro Kemp (PT). Ele é contra a proibição, mesmo ponderando que “nem sempre se observou o regimento e muitas pessoas vieram falar representando elas mesmas. Não vieram representando um segmento ou entidade”.

“Eu quero aquela casa aberta para o setor da sociedade os sedimentos organizado ter palavra ter voz ali é a casa do povo”, ressaltou outro petista, Cabo Almi.

Para João Henrique, o projeto será “retrocesso muito grande” e poderá ser considerado inconstitucional. Ele explicou que a Constituição Federal impede retrocesso na representação social.

O deputado explicou que aumentar a participação popular é uma das promessas de campanha. “O cidadão tem o direito legítimo de ocupar a tribuna, apresentar sugestões, criticar e propor medidas”, defendeu.

Como a votação será nominal, o eleitor terá a oportunidade de saber o nome de todos os parlamentares que votaram, em plena democracia, para cassar a voz do povo da tribuna do legislativo.

Com informações: O Jacaré


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