O ano de 2018 começou chuvoso em Ladário. Em consequência do grande volume de água, os matagais se propagam pela cidade, abarrotando terrenos públicos e as propriedades privadas. O mato alto somado as poças de chuva criam terreno fértil para a proliferação das larvas da dengue e de bichos peçonhentos, além de que, segundos os moradores, aumentam a insegurança local devido muitos assaltantes se esconderem na mata fechada.

No bairro Santo Antônio, na rua Saldanha da Gama, onde a situação é mais agravante, os moradores lidam com uma aparente situação de abandono em relação ao terreno do Centro Municipal de Educação Infantil Rosa Pedrossian e da obra de uma quadra coberta iniciada em 2016, ao lado desta CEMEI. A creche está com o mato tão alto que é possível visualizá-lo ultrapassando o muro.

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Em relação a obra, que estava prevista para finalizar no final do ano de 2016, não há agora um prazo de término e o lugar ilustra um cenário sujo e perigoso para os moradores. O mato alto, as valas abertas e os prédios inacabados se tornam berço não somente de mosquitos e animais baldios quanto de meliantes.

Segundo o senhor João Corrêa (65), que caminha todos os finais de tarde na rua Salgado Filho, a obra inacabada somada ao desleixo de alguns proprietários que não ocupam os próprios terrenos e não os limpam devidamente tornou o bairro cada vez mais perigoso.

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Eu caminho aqui desde que pavimentaram a rua Saldanha da Gama. Achamos que isso iria valorizar o bairro, mas agora, com esse matagal, essa obra esquecida e esses terrenos baldios ficou ainda mais perigoso. Já vi muito meliante se esconder ali (a construção da quadra) para usar drogas ou se esconder. Ficamos com medo, mas ninguém parece se importar.

João Corrêa, morador do Bairro Santo Antônio

Para a Dona Katia (50), moradora da Rua Salgado Filho, no mesmo bairro, o descaso da Prefeitura não condiz com o valor do IPTU que é pago anualmente.

Nós pagamos um IPTU altíssimo em Ladário e o que temos em retorno é uma cidade abandonada. Os únicos lugares que parecem estar sem matagal ficam no centro da cidade. Não ao acaso, é onde o prefeito atual reside e tem seu comércio. Aqui no bairro, a história já e outra. Minha filha já foi assaltada por uma dupla armada escondida em um matagal desses.

Dona Katia, moradora da rua Salgado Filho

O mato alto é visivel na avenida Getúlio Vargas, onde reside um dos principais pontos turísticos da cidade, o Cristo Redentor. No terreno lindeiro aos trilhos do trem, de responsabilidade da América Latina Logística (ALL), responsável pela linha ferroviária, o mato enorme denigre a paisagem. 

A situação se agrava quando somada ao descaso de proprietários particulares. Na Escola Municipal Eduardo Malhado, o terreno que se limita com o muro detrás da escola está completamente tomado pela vegetação alta, um perigo aos alunos da instituição. Infelizmente, a aparente ausência de intervenção do Poder Público somada a falta de conscientização de alguns cidadãos geram prejuízos a comunidade ladarense, sobretudo em épocas chuvosas como a de agora.

Entramos em contato com a Secretaria de Obras e Infraestrutura de Ladário, e segundo o secretário Luis Afonso Perez Mazó, uma empresa já foi contratada para a poda da grama na cidade, trabalho previsto ainda para esta semana. Segundo o secretário, a Prefeitura priorizou primeiro as regiões próximas das escolas, como a região lindeira a Escola Municipal Professor João Baptista.

Em relação as CEMEI's, a retirada do matagal será feita em fevereiro, pouco antes do ínicio do ano letivo. Ainda conforme o secretário, a empresa ALL será notificada para limpar a área próxima aos trilhos do trem. Em relação a obra da quadra inacabada, a questão deverá ser ouvida pela Secretaria de Educação, que ainda não foi contatada por este jornal. 

Para o secretário de obras e infraestrutura, a população deve unir forças com o Poder Público no que diz respeito a manutenção da paisagem da cidade:

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