Presente no julgamento do feminicídio da filha, na manhã desta quinta-feira (1º), no Fórum de Campo Grande, Ademir de Souza Holsback, de 44 anos, fala da dor, ameaças e premeditação do crime pelo réu Roberson Batista da Silva, de 31 anos.

“A dor dele acabou e, daqui a pouco, terá outra companheira. A minha não, jamais vou ter minha filha de volta. Minha dor é para o resto da vida, toda vez que lembrar é isto”, diz Ademir emocionado.

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Roberson responde por feminicídio qualificado pelo motivo torpe e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele está preso desde novembro de 2017.

Ainda conforme o pai, tanto Mayara quanto o irmão dela já estavam recebendo ameaças. “Ele agiu de maneira errada e já saiu da cadeia premeditando este crime. Comigo, que sou homem e o pai dela, ele nunca mexeu. Tirou a minha filha de dentro de casa, nunca faltou nada para ela. Ele está mentindo no júri, usando de má-fé”, argumentou.

Em depoimento, Roberson alega legítima defesa. “Eu estava feliz, pretendia ter uma vida nova com ela. Nós saímos e fomos para um bar, mas, logo ela quis ir embora. Chegando em casa, vi que tinha cocaína ali. Eu já estava embriagado, tivemos relação sexual e depois também usamos a droga. Houve a briga e acabou tudo acontecendo”, contou.

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O réu, que assim como a vítima possui tatuada o nome de ambos, alega estar arrependido. “Não era a minha intenção, me arrependo amargamente. Mas, infelizmente, aconteceu”, finalizou.

Roberson responde por feminicídio qualificado pelo motivo torpe e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima.

Entenda o caso

Mayara foi encontrada morta no interior da própria residência, no bairro Universitário, na noite de 15 de setembro de 2017. Ela tinha perfurações na região do pescoço e sobre a cama havia uma tesoura coberta de sangue. Foram seis golpes.

O acusado disse em depoimento que, no dia dos fatos, após Mayara o ofender, ele partiu para cima dela, que chegou a mordê-lo na mão e o arranhou, enquanto ele aplicava os golpes no pescoço. A Justiça determinou exumação do corpo no início de março deste ano para analisar as unhas da vítima.

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