A reclamação é sempre a mesma, porém a atitude não muda: Corumbá e Ladário não são bem representadas no legislativo, mas os eleitores de ambas as cidades permanecem votando em candidatos de fora. Neste ano, somente o corumbaense Evander Vendramini conseguiu alavancar sua candidatura sendo eleito deputado estadual, não necessariamente pelo número de votos da população, mas pelo quociente partidário puxado pelo primeiro eleito Capitão Contar.

Para deputado federal, nenhum conterrâneo. 

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O IBGE estima que Corumbá tenha 110.806 habitantes e Ladário 22.968. Ambas as cidades juntas tinham nesta eleição 82 mil eleitores aptos. Para entendermos a gravidade da situação: o candidato Dagoberto do PDT, último na lista de eleitos em questão de número de votos, ganhou a cadeira de deputado federal este ano com 40.233 votos. Ou seja, se o corumbaense e o ladarense juntos quisessem eleger pelo menos UM candidato da terra, teria coeficiente de sobra para isso. Mas não elegeu.

A conterrânea melhor colocada para deputada federal foi Beatriz Cavassa (PSDB) com 17.834 votos. Mas, ainda assim, ficou na segunda suplência. Para os cargos eleitos pelo sistema proporcional, a regra é que os suplentes serão os candidatos mais bem votados do partido ou da coligação logo depois daqueles que foram eleitos. Assim, se, por exemplo, um deputado federal deixar o cargo para assumir a secretaria de Saúde do estado, assumirá o primeiro candidato mais bem votado da lista do partido que havia ficado de fora das vagas para a assembleia estadual. Beatriz Cavassa ficou atrás de Geraldo Resende. 

Para onde foram os mais de 80 mil votos de Corumbá e Ladário? Éder Brambilla, do MDB, teve 10.320 votos para o cargo de deputado estadual. Todavia, o candidato estava inapto, isso desde sua campanha quando foi indeferido pela Lei da Ficha Limpa. Os votos, portanto, foram jogados fora. Fora isso, Corumbá teve mais de 26% de votos para candidatos de fora, além das abstenções. Para deputado federal, os votos para candidatos de fora computaram mais de 46%. Complicado. 

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Os 513 integrantes da Câmara dos Deputados são eleitos a cada quatro anos. O deputado pode propor novas leis e sugerir a alteração ou revogação das já existentes, incluindo a própria Constituição. Cabe ainda aos parlamentares discutir e votar medidas provisórias, editadas pelo governo federal.

A responsabilidade pelo voto é plena no que diz respeito a conceder uma licença para que esses políticos conduzam o nosso País. Com isso, tudo o que acontecer após as eleições é culpa ou mérito da maioria de nós, eleitores. Independente de partidos ou ideologias políticas, é sensato que se elejam candidatos que sejam daqui, de Corumbá e Ladário. Porquê? É simples: quanto mais forem os eleitos, mais fortes serão as reivindicações por nossa região, já que a lista de necessidades é grande.

Falta de lógica, de sensatez e de informação permeiam o eleitor de nossa região. E somos nós quem perdemos. 

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