A Petrobras possui o monopólio do refino de combustíveis no Brasil e, apesar de não ter o monopólio também da venda e distribuição, é líder nesse mercado. / Imagem: Correio da Manhã

No mês que vem, com a alta dos impostos, o preço da gasolina poderá ficar até R$ 0,22 mais alto nas bombas.

Ainda que o preço deva cair nesta última quinzena de janeiro, no mês que vem o preço da gasolina deverá sofrer novos reajustes, puxados pelo aumento da carga tributária. A alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) saltará de 25% para 30%, e a base de cálculo do mesmo tributo (que é feita com a média dos preços praticados nos mês anterior à sua publicação) vai aumentar. Em contrapartida, existe a expectativa que o etanol fique mais barato: o ICMS cairá de 25% para 20% no mês que vem.

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Edson Lazarotto, presidente do Simpetro, projeta um aumento de até R$ 0,22 no preço da gasolina nas bombas. “Se usarmos a mesma pauta de hoje um acréscimo em centavos de R$ 4,4425 x 25 %= R$ 1,11 (por litro abastecido), com o novo decreto a partir de fevereiro, teremos (se manter a mesma pauta atual ) 4,4425 x 30 % = R$ 1,33 por litro abastecido, ou seja aumento de R$ 0,22 por litro nas bombas, apenas de ICMS. Lembrando sempre o valor será esse, desde que nada de anormal ocorra até o início de fevereiro”, explicou.

Ainda segundo o diretor, existe uma cadeia antes dessa redução anunciada pela Petrobras chegar aos postos de combustíveis, mas a redução pode não chegar. “Vai da refinaria para as distribuidoras, depois o processo de distribuição e depois para os postos, que é o último elo dessa cadeia. Quando há qualquer alteração sempre seremos os último a sentir seus efeitos. Por exemplo, as distribuidoras enquanto não acabarem seus estoques (que compraram com preços mais altos) e receberem os novos produtos com preços com a referida redução, não repassam para os postos. Acreditamos que esse processo deve levar em torno de uma semana para se completar o ciclo total. Lembrando ainda que logo após o ataque dos Estados Unidos contra o Irã, ocorreu um aumento na ordem 4% nos preços do barril de petróleo e esse reajuste também não foi repassado para o consumidor final”, explicou Lazarotto.

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