O capitão da Polícia Militar Paulo Roberto Xavier, que já foi preso por envolvimento com esquema de caça-níqueis, teve o filho morto em atentado ocorrido por volta das 18 horas desta terça-feira, em Campo Grande.

O garoto, cuja identidade ainda não foi divulgada, teria sido atingido por disparos de fuzil. Ele chegou a ser socorrido pelo próprio pai e levado de caminhonete para a Santa Casa, mas já chegou morto.

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Conforme apurado, pai e filho chegavam em casa em uma GM S-10, no bairro Miguel Couto, próximo da Escola Estadual Hercules Maymone, quando suspeitos em um veículo modelo Up branco se aproximaram e dispararam várias vezes. No local, a polícia encontrou cápsulas deflagradas que aparentam ser de fuzil 556.

Xavier saiu com a caminhonete com sinais ligados e buzinando, na tentativa de chegar ao hospital a tempo de salvar o filho. Ele avançou sinais e chegou a pedir ajuda a bombeiros que atendiam vítima de atropelamento no cruzamento da Rua 13 de Junho com a Avenida Mato Grosso.

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Na casa, familiares ficaram em estado de choque e precisaram de atendimento do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Operação Las Vegas

O capitão já havia sido preso em 2009 por envolvimento com uma organização que explorava máquinas caça-níqueis em Campo Grande. Paulo Roberto Teixeira Xavier foi condenado a sete anos de prisão em regime fechado por falsidade ideológica, por manter um estabelecimento comercial, o que é proibido para oficial e corrupção passiva.

Na época, ele foi denunciado pelo Ministério Público durante a operação Las Vegas, realizada pela PF (Polícia Federal) e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado), como responsável pela logística e segurança da organização que explorava máquinas caça-níqueis na Capital.

O major da Polícia Militar Sérgio Roberto de Carvalho foi apontado como líder do esquema e acabou expulso da corporação. Com a quadrilha foram apreendidos 18 veículos, um avião, 97 máquinas de caça-níqueis, R$ 77 mil, US$ 1,7 mil, computadores e notebooks.

Cerca de dois anos depois da prisão, em 2011, o STF (Supremo Tribunal Federal) concedeu habeas corpus ao capitão, que a essa altura já cumpria a pena em regime semiaberto. Desde então Xavier aguardava o julgamento em liberdade.

No ano de 2015, foi flagrado observando um banco em posse de uma pistola 380 sem registro em uma caminhonete com placa alterada, em Bom Jardim (MA). No entanto, recebeu alvará de soltura após o juiz considerar que ele não preenchia os requisitos para a prisão preventiva.

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