Professor e pai de uma menina autista, atualmente com 7 anos. É nesta condição que Deyvid Michel Oliveira de Jesus, de 38 anos, buscou ajuda para filha, satisfazendo o desejo dela de fazer natação.

Morando perto do Rádio Clube, na região central de Campo Grande (MS), ele diz que foi ao local e não conseguiu fazer a matrícula. A resposta que recebeu foi que "o clube não possuía condição e estrutura para atender a menina". O pai ficou revoltado e fez um desabafo, chorando, nas redes sociais.

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O presidente do Rádio Clube, Renato Antônio Pereira de Souza, negou que o clube tenha feito alguma desfeita com a criança, pelo fato de ser autista.

"Eu moro a um quarteirão do clube, minha esposa não dirige, então pensei que fosse o melhor lugar para minha filha fazer natação. Eu fiz lá o título e até, na ocasião, falaram que os professores da manhã eram bem preparados. Minha mãe e esposa levaram a menina para uma aula experimental e o professor pediu um tempo para dar a resposta", contou Deyvid.

Em seguida, logo após o almoço, Deyvid conta que um professor ligou para esposa dele. "Falou que a empresa não tem condição e estrutura para atender. Minha esposa ressaltou que poderia entrar com ela na piscina, mas, novamente disseram que não seria aceito. Eles então pediram um tempo, pois, também conversariam com o Departamento de Esportes. Só que eles também se posicionaram contra", alegou o pai.

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A negociação, ao todo, ocorreu durante 6 dias. "Eles fizeram uma espécie de consulta com diretoria, presidência e eu sempre acreditando que o clube fosse mudar de ideia. Só que na terça-feira (6), pela manhã, me informaram que realmente não teriam condições e fariam o reembolso do dinheiro. Eu também recebi uma carta resposta, falando que tanto sócios como dependentes com necessidades especiais precisam contratar um profissional extraclube para acompanhar esta pessoa. Me senti muito mal, revoltado e até por isso fiz aquelas gravações no Facebook. Aliás, ainda estou", comentou emocionado.

Conforme o pai, a menina já está matriculada em outro clube, localizado na rua Artur Jorge.

"Ela é uma criança linda, perfeita e eu falei tudo isto exatamente por uma questão coletiva. Temos que forçar, a inclusão é lei. Ela agora está se sentindo útil, gosta bastante e sei que a atividade na água é muito boa para o autismo. Sempre fiz parte de grupos de autistas e, para mim, estourou a bomba, não consegui segurar", ressaltou.

Em nota, o presidente do Rádio Clube diz que o pai realmente os procurou. No entanto, está alega que no vídeo são ditas algumas inverdades. "Uma parte ocorreu, outra que ele está dizendo não. Ele pagou para ser sócio do clube e levou a menina para fazer natação. Ela foi levada ao Departamento de Esportes por ter necessidade especial, sendo encaminhada para uma aula experimental. Os profissionais disseram que não possuíam esta especialização e seria um risco, até para a vida dela, por isso, nem chegou a ser matriculada", garantiu.

Ainda conforme Renato, quando informado, o pai disse que queria a inscrição no clube cancelada. "Nós restituímos todo o dinheiro a ele. O fato não ocorreu porque a menina é autista, é porque não temos pessoal especializado. O clube possui uma ação voluntária social e filantrópica, cedendo espaço gratuitamente para quatro entidades com paratletas, porém eles possuem um pessoal especializado para atendimento", finalizou. 

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