Os trabalhadores também pedem aumento de 6% no tíquete alimentação. / Imagem: Gazeta Digital

Concessionária Energisa e trabalhadores representados pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria e Comércio de Energia de Mato Grosso do Sul não entraram em acordo sobre o reajuste salarial. Com o impasse, a categoria agendou para quinta-feira a votação sobre o indicativo de greve, que deve ocorrer dia 24 de dezembro.

O presidente do Sinergia, Élvio Vargas, relatou que não houve nenhuma alteração entre a penúltima e última contraproposta enviada pela Energisa. Ou seja, a empresa não chegou aos 5,5% de reajuste desejados pelos funcionários e mantém os 4% oferecidos inicialmente. Os trabalhadores também pedem aumento de 6% no tíquete alimentação.

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''O próximo passo é seguir a legalidade e cumprir o prazo estatutário, que permite que a próxima assembleia se realize somente na quinta-feira'', explicou Élvio. Serão duas votações, sendo que a primeira é a aprovação ou não da mais recente oferta da Energisa e a outra é sobre o indicativo de greve ou não.

No caso de recusa da contraproposta da Energisa e opção pelo indicativo de greve, o Sinergia terá obrigatoriamente de aguardar 72 horas para que a greve seja divulgada em vários meios, inclusive para a população, já que se trata de serviço essencial.

''Se a categoria determinar, faremos greve de aviso no dia 24 de dezembro, por 24 horas'', apontou o sindicalista.

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Élvio Vargas conta que a empresa alegou, em reunião na última sexta-feira (14), não poder conceder os 5,5%, o que representaria o ganho real dos trabalhadores.

''Eles disseram que para avançar em ganho real teria de mexer em direitos. E direitos nós não queremos mexer'', avaliou o dirigente. Entre outros pedidos do sindicato estão horas extras e banco de horas.

De acordo com o site Top Mídia News, em outras ocasiões, a empresa alegou não ter previsão orçamentária para o aumento salarial, mas que está ''sempre aberta ao diálogo e trabalha com responsabilidade, garantindo o bem-estar dos seus colaboradores''.

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