O esquema de corrupção denominado "mensalinho" que indignou a população ladarense nesta semana, gerou um prejuízo de R$ 165.000,00 aos cofres públicos do município, conforme os autos da cautelar criminal do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MP/MS) 

Na segunda-feira (26), o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) prendeu o prefeito de Ladário, Carlos Anibal Ruso Pedrozo (PSDB), o secretário municipal de educação, Helder Naulle Paes, e os vereadores, Vagner Goncalves, Agnaldo dos Santos Silva Junior, Andre Franco Caffaro, Augusto de Campos, Lilia Maria Villalva de Moraes, Paulo Rogério Feliciano Barbosa e Osvalmir Nunes da Silva, pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva. 

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O "mensalinho" consistia no pagamento de R$ 3.000,00 mensais à cada vereador envolvido para sustentação do esquema encabeçado pelo Prefeito, Carlos Ruso, junto com a ex-secretária administrativa, Andressa dos Anjos Paraquett, esta última responsável pela intermediação e pagamento das propinas.

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A razão do "mensalinho" se deu pela CPI instaurada em novembro de 2017 a partir das denúncias da ex-secretária de Saúde, Ana Lúcia de Vasconcellos Pereira para apurar irregularidades na Secretaria de Saúde. Para "silenciar" a CPI, o então prefeito, Carlos Ruso, desenvolveu o esquema criminoso. 

Segundo os autos do processo, foi apurado ainda que os denunciados, Lilian Maria de Moraes, Paulo Rogério Feliciano Barbosa, Osvalmir Nunes da Silva (Baguá). André Franco Caffaro (Dedé), Agnaldo dos Santos Silva Junior (Magrela) e Vagner Gonçalves, em razão de suas funções públicas como vereadores do Município de Ladário, solicitaram, ao denunciado Carlos Ruso, vantagem indevida, consistente em indicação de pessoas para ocuparem cargos públicos junto ao Poder Executivo Municipal, bem como aceitaram vantagem econômica mensal, prometida e paga pelo denunciado.

Conforme testemunhas, por vezes o pagamento de propina foi realizado pessoalmente pelo Prefeito na casa de um dos vereadores. 

Para que houvesse o esquema de indicação de cargos, a ex-secretária de educação do município, Sara Regina dos Santos Almeida, foi substituida por Helder Naulle Paes. Helder, então, concretizaria os planos do esquema criminoso procedendo as nomeações conforme indicações dos vereadores denunciados no esquema.

Segundo testemunho da ex-secretária de educação do município, Sara Regina dos Santos Almeida:

Após a exoneração da Secretária Sara Regina, os denunciados Andressa Paraquett, Helder Naulle, ambos Secretários Municipais, e os vereadores Pastora Lilian, Vagner Gonçalves e Dedé, participaram de reunião na sala da Prefeitura, para se estabelecer narrativa que buscasse fornecer esclarecimentos aos professores que haviam se mobilizado para permanência de Sara Regina na Secretaria. 

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