O caso envolvendo a morte de Gabrielly Ximenes, de 10 anos, espancada no dia 29 de novembro ao sair da escola Lino Villachá, na zona norte, em Campo Grande, revoltou e está gerando questionamento sobre o que vai acontecer com as envolvidas, uma vez que as três são menores de idade.

Em conversa com o advogado Douglas Queiroz, ele ressaltou que a questão é muito delicada, pois apenas duas das envolvidas podem receber algum tipo de punição. Dependendo ainda das duas serem indiciadas.

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“As duas envolvidas de 14 anos podem responder na Justiça por ato infracional segundo o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Já a outra envolvida, que teria 10 anos, ficaria isenta de qualquer responsabilidade”, fala.

O advogado ressalta ainda que os pais da agressora de 10 anos podem responder civilmente, caso a família entre na Justiça e peça indenização. Ele lembra que, caso a família prove que a escola tenha omitido socorro, também cabe indenização.

A família diz que vai recorrer à Justiça por acreditar que a morte da menina foi uma sucessão de erros. “Este caso começou na escola com a agressão e depois no hospital. Tudo isso resultou na morte da minha sobrinha. A cirurgia dela foi um sucesso, as paradas cardíacas ocorrem depois, quando ela estava em observação”, comentou o tio de Gabrielly.

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Eles podem chegar a receber uma indenização da família das três envolvidas, caso a Justiça determine. O caso é investigado pela Polícia Civil de Campo Grande e corre em segredo de justiça por envolver menores de idade.

O caso

Gabrielly Xinemes teria sido espancada na escola por uma criança de 10 anos e outras duas meninas de 14 anos há duas semanas, na Capital. A família teria acionado o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e a criança foi atendida na Santa Casa de Campo Grande. A assessoria de imprensa do hospital informou que Gabrielly passou por exames e nenhuma lesão foi constatada.

Já em casa, a menina começou a reclamar de dores na virilha. Ela foi levada para uma Unidade de Saúde, em seguida para o CEM. “Colocaram uma tala na perna dela, mas ela sentiu mais dores ainda. A dor era na virilha e não na perna. Chegou um momento que minha filha começou a ficar muito febril e não andava mais, daí levamos ela novamente na Santa Casa”, conta o pai.

A menina deu entrada na Santa Casa, passou por exames, que constataram que a menina estava com infecção no líquido e tecidos de uma articulação, geralmente causada por bactérias, mas ocasionalmente por vírus ou fungos. Ela passou por cirurgia, teve quatro paradas cardiorrespiratórias e não resistiu vindo a óbito no dia 6 de dezembro.

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