Andressa dos Anjos Paraquett era secretária de Assistência Social na gestão de Carlos Ruso, preso na operação Mensalinho da GAECO. / Imagem: Nathalia Claro

Andressa dos Anjos Paraquett, ex-secretária de assistência social, foi presa na manhã desta segunda-feira (25) no Rio de Janeiro durante a Operação Terra Branca II, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), órgão do MP-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul).

Conforme a investigação, Paraquett era responsável pela intermediação e pagamento do “mensalinho” que consistia numa propina de R$ 3.000,00 mensais à cada vereador envolvido para sustentação do esquema encabeçado pelo ex-Prefeito, Carlos Ruso.

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A razão do “mensalinho” se deu pela CPI instaurada em novembro de 2017 a partir das denúncias da ex-secretária de Saúde, Ana Lúcia de Vasconcellos Pereira para apurar irregularidades na Secretaria de Saúde. Para “silenciar” a CPI, o então prefeito, Carlos Ruso, desenvolveu o esquema criminoso.

Exoneração

Andressa foi exonerada do cargo de Secretária de Admnistração do Município de Ladário em 29 de maio deste ano, supostamente pela “pressão” dos inquéritos abertos pelo Ministério Público por suspeita de fraudes em licitações. Andressa era acusada por outros servidores do município de abuso de poder, de provocar exonerações despropositadas e, sobretudo, de sua relação suspeita com o então prefeito Carlos Ruso.

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O flagrante da corrupção

Auxliado pelo Ministério Público, o Presidente da Câmara, o vereador Fábio Peixoto de Araújo Gomes, a fim de angariar provas do esquema criminoso do “mensalinho”, entrou em contato com ex-secretária admnistrativa Andressa Paraquett em abril de 2018, concordando em “entrar na jogada” da associação criminosa já constituída.

Na ocasião, em nome do prefeito Carlos Ruso, Andressa prometeu-lhe, caso levasse consigo os vereadores Jonil Junior Gomes Barcellos e Daniel Benzi para a base aliada do Prefeito, a referida mesada de R$ 3.000,00 para cada, o que totalizaria R$ 9.000,00 (nove mil reais), valor que, em 11 de maio de 2018, conforme depoimento e Auto de Apresentação e Apreensão de fls. 10-11, foi entregue pessoalmente pelo prefeito.

De acordo com um dos vereadores da cidade, a secretária estaria no Rio de Janeiro visitando familiares.

A Operação Terra Branca II cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 14 de busca e apreensão na cidade de MS e no Rio de Janeiro. O Grupo investiga a prática dos crimes de peculato, corrupção, falsidade e organização criminosa.

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