Vítima teve fraturas e amputação da perna após acidente em Corumbá. / Imagem: Divulgação/Bombeiros

A família do britânico Cristopher Peck,que morreu após ser atropelado na manhã do dia 20 de Abril de 2018, na BR-262, se mobilizou como forma de gratidão, para ajudar a Santa Casa da cidade, local que o rapaz ficou 10 dias internado.

Com um grupo de amigos, o irmão de Cristopher, Sean Peck, da cidade de Workington, na Inglaterra, conseguiu enviar nessa última segunda-feira (10), uma quantia de dinheiro para a instituição. O combinado, foi não revelar o valor do montante, mas a direção do Centro de Tratamento e Terapia Intensiva (CTI), que receberá o benefício, informou que a ajuda chegou em uma boa hora.

Matéria continua após a publicidade

De acordo com o médico que acompanhou a vítima, Manoel João de Oliveira, no período em que o rapaz esteve no CTI, o irmão de Cristopher, Sean peck, e alguns amigos, chegaram a arrecadar dinheiro para levá-lo a um hospital com maior estrutura. Mas ele não resistiu e morreu antes da ajuda chegar.

O médico ainda explica que o desejo de Sean em ajudar o irmão não terminou com a partida dele. Todo o montante que teria sido arrecadado até aquele momento, teve um novo destino, de ajudar quem tanto fez por Cristopher no últimos momentos de vida dele.

De acordo com a mãe do britânico, Sylvia Peck, ela ficou impressionada com o atendimento médico e da equipe do CTI. Em um vídeo postado em uma rede social, a família reunida informou que iria doar o valor arrecadado para o hospital que socorreu o filho dela.

Matéria continua após a publicidade

Segundo Manoel, durante 9 meses, Sean percorreu de bicicleta com um grupo de amigos por várias cidades da Inglaterra para arrecadar as doações financeiras.

“Essa quantia tirou a gente de uma situação de apuro que era de uma CTI sucateada. Com esse montante foi possível alugar nesse momento por oito meses já pagos, 8 ventiladores mecânicos de primeira qualidade e 10 aparelhos multiparâmetros, que são monitores que tem acesso a vida dos pacientes”, explica.

A família de Cristopher é extremamente grata pela equipe médica e também por toda a cidade de Corumbá que os acolheu em um momento difícil. O especialista ainda relembra que quando o jovem chegou a instituição, ele era o único que falava inglês. Foi nesse período que a vítima conseguiu falar um pouco dele e o que teria acontecido.

Manoel relembra que no trágico acidente, Peck estava em uma motocicleta, quando o motorista de um carro de passeio tentou ultrapassar um caminhão e o atingiu. O condutor do veículo estava bêbado. Com a colisão, o britânico teve inúmeras fraturas, hemorragia e amputação de uma das pernas.

“Na época com toda a dificuldade, o Cristopher teve a perna amputada no local do acidente. Ele chegou consciente, mas o quadro de saúde foi se agravando. Em seguida foi entubado e chegamos a usar um ventilador mecânico articulado”, relembra.

Três dias após o acidente, a mãe do rapaz, Sylvia Peck, e o irmão Sean, chegaram em Corumbá. Manoel que acompanhava Cristopher desde o início em que ele deu entrada ao hospital, foi o apoio essencial para a família que não conhecia ninguém na região. Foi a partir desse momento que surgiu uma nova amizade entre Manoel e os Peck’s.

“Para eles tudo aquilo era muito difícil, começando pelo idioma, o transporte e o calor de Corumbá. Uma coisa que impressionou muito eles, foi o atendimento prestado pela equipe toda do CTI, não só ao paciente, mas a eles também”, conta.

Segundo o médico, a família da vítima foi alertada que a situação do Cristopher era grave, pois ele teve um choque séptico e após uma semana, o rapaz não resistiu e faleceu. Representantes da embaixada britânica também estiveram no local. A família, ficou mais 2 dias após a confirmação do óbito para realizar os procedimentos de translado.

O médico relembra que essa era a segunda tragédia em um período de dois anos que abalou a família. Em 2016, o irmão de Cristopher teria perdido um filho de 18 anos por acidente de motocicleta.

Cristopher morreu após ser atropelado por um motorista embriagado na BR-262. / Imagem: Facebook/reprodução

Dê sua opinião, comente esta matéria!

ATENÇÃO: Os comentários desta matéria são gerenciados pelo Facebook - que posta, agrega os comentários e os exibe nesta página. Este site não se responsabiliza por qualquer comentário indevido, feito à qualquer pessoa ou instituição - sendo cada comentário, de inteira responsabilidade dos seus respectivos autores e as denúncias deverão ser encaminhadas diretamente ao Facebook.

Já leu?

Leia nossos Artigos