O que era para ser uma noite de celebração virou um pesadelo para formandos de sete faculdades do Rio.

Contratada para realizar uma festa de formatura unificada que incluía oito cursos de universidades públicas e particulares, na noite deste sábado, a empresa Aloha Formandos não apareceu no local indicado para a festa, o Ribalta, na Barra da Tijuca. Na porta, um cartaz afixado pela administração do espaço de eventos explicava que a empresa responsável pela realização da festa não honrou com os compromissos firmados com fornecedores e deixou de abastecer o local com suprimentos. O caso foi registrado na 16ª DP (Barra) e na 42ª DP (Recreio).

Com previsão de reunir 2 mil pessoas, a festa de formatura cancelada foi paga por cerca de 140 formandos, que desembolsaram R$ 3.500 (cada) e mais uma taxa de R$ 250 pelo evento unificado. A estimativa é que a Aloha tenha arrecadado mais de R$ 500 mil para a realização do evento que não aconteceu.

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Representante da comissão de formatura dos alunos do curso de psicologia de uma das instituições, a formanda Bruna Barbosa conta que recebeu a informação que a festa tinha sido cancelada quando estava a caminho do Ribalta. Ela relata que todos os representantes de comissões dos cursos entraram em contato com a empresa responsável pela festa e ninguém atende ou retorna.

— Eu já estava pronta indo para o Ribalta quando recebi a informação pelo grupo de Whatsapp que a festa tinha sido cancelada porque a Aloha não cumpriu o contrato com o buffet e a ambulância. Quando cheguei no Ribalta os representantes do espaço foram muito solícitos e mostraram que a área alugada para festa estava disponível, porém dentro do salão só haviam mesas e cadeiras. Não tinha decoração, som, buffet com comidas e bebidas, nada. E o pior, nenhum representante da Aloha estava lá para dar uma satisfação. Todos os representantes de comissões dos cursos entraram em contato e eles não atendem — lamenta a formanda.

Bruna acrescenta que desde janeiro vinha sentindo uma certa insegurança com a empresa de eventos contratada, mas que não tinha como confirmar sua intuição antes do grande dia.

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— Eles mudaram de endereço em janeiro e não comunicaram nada. O escritório funcionava na Avenida Presidente Vargas e foi a Avenida Rio Branco, mas só fiquei sabendo porque um porteiro me informou. A gerente responsável nunca estava disponível nos meus contatos, então bateu uma sensação de insegurança, mas confiei porque tenho o contrato e não podia culpar sem ter acontecido, apenas pela desorganização e falta de comunicação. Já fui em festas realizadas por eles antes e foi tudo certo — relata.

A reportagem entrou em contato, mas não conseguiu falar com os responsáveis pela Aloha Formandos.

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