Em reunião realizada na manhã desta segunda-feira (28), com representantes de vários órgãos públicos ligados à fiscalização ambiental e defesa civil, no Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), foi apresentado um panorama da situação das barragens de mineração no Estado, que estão concentradas no município de Corumbá. E ficou definido que amanhã (terça-feira), o grupo estará em Corumbá para se reunir com técnicos das empresas mineradoras e vistoriar as barragens que apresentam riscos mais elevados de causar danos à população e ao meio ambiente em caso de um rompimento.

O foco da fiscalização é ver as condições dessas barragens e tranquilizar tanto a empresa, quanto a população e o governo do Estado em relação a aspectos de monitoramento para que a gente não tenha surpresas. Toda nossa ação vai se focar na questão preventiva, de tal forma que nós possamos confirmar à população que não temos nenhum risco de que essas barragens venham a se romper, como ocorreu em Brumadinho, explicou o secretário da SEMAGRO, Jaime Verruck, que participou da reunião.

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A força-tarefa coordenada pelo diretor-presidente do Imasul, Ricardo Eboli, é ainda integrada por representantes do Corpo de Bombeiros, Superintendência de Desenvolvimento do Centro-Oeste (Sudeco), Agência Nacional de Mineração (ANM), Polícia Militar Ambiental, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Coordenadoria Estadual da Defesa Civil (Cedec/MS). Eles viajam amanhã cedo a Corumbá e na parte da tarde se reúnem com representantes das duas mineradoras presentes do município – a MMX e a Vale.

A reunião será no auditório da Administração da Hidrovia do Paraguai (Ahipar). Segundo Eboli, os técnicos das mineradoras vão apresentar os laudos, planos de emergência e demais informações sobre a segurança das barragens. O grupo deve fazer uma vistoria in loco para se certificar de que as medidas necessárias estão sendo tomadas.

O que estamos pensando, além da fiscalização propriamente dita, é de, através dessa força-tarefa coordenada pelo Imasul, a gente consiga estabelecer alguns pontos: a condição atual das barragens, medidas emergenciais (o que podemos fazer para que não corramos o risco de uma tragédia como ocorreu em Brumadinho, que ninguém sabe exatamente o que aconteceu porque a barragem era extremamente monitorada); e outra questão é de caso vir a ocorrer um acidente, nós possamos preparar toda essa equipe, conhecer detalhadamente o plano de emergência e capacitar adequadamente Corpo de Bombeiros e Defesa Civil local pra fazer frente isso, disse Verruck.

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Conforme o chefe de Fiscalização da ANM, Luís Cláudio de Souza, apenas duas barragens em Corumbá apresentam Dano Potencial Associado Alto, ou seja, caso venham a se romper, podem causar estragos tanto ao meio ambiente quanto riscos a moradores localizados abaixo. São a Barragem do Gregório, da Mineradora Vale, com capacidade para 9 milhões de metros cúbicos, e a Barragem Sul, da MMX, com capacidade para 600 mil metros cúbicos. As demais oito estruturas que abrigam restos de mineração são bacias de contenção e não apresentam risco de rompimento, até porque são escavadas no solo.

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