Nesta segunda-feira (11), a fronteira entre Brasil e Bolívia, em Corumbá, completa 20 dias fechada e mesmo com a renúncia do presidente Evo Morales, a passagem de veículos entre os dois países continua impedida.

Um caminhão atravessado em frente à aduana, entulhos e outros veículos impedem a passagem pelo posto fiscal. Somente é permitida a travessia a pé.

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Por causa da manifestação de bolivianos, o comércio de Corumbá registra prejuízos. Segundo a Associação Comercial e Industrial do município, a perda é de R$ 300 mil diariamente. Além disso, 40 transportadoras internacionais estão sendo afetadas.

Protesto

Os protestos começaram na madrugada do dia 23, alguns dias depois das eleições presidenciais bolivianas. O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) da Bolívia anunciou em 26 de outubro a reeleição de Evo Morales com apuração de 100% das urnas.

A eleição ocorreu em 20 de outubro. O processo teve uma polêmica, já que havia dois métodos de apuração: um deles, o preliminar, era mais rápido, enquanto o outro, voto a voto, transcorria mais lentamente.

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OEA confirma fraude no sistema eleitoral da Bolívia

O resultado de uma auditoria da OEA, divulgado neste domingo (10) de forma preliminar, apontou ser estatisticamente improvável que Morales tenha obtido tal margem em sua vitória eleitoral. A entidade diz que não pode, portanto, certificar o resultado divulgado.

Em um comunicado, a organização pediu que o processo eleitoral no país andino comece de novo, ocorrendo “o primeiro turno assim que existirem novas condições que deem novas garantias para sua realização, incluindo uma nova composição do corpo eleitoral”.

No texto, a OEA pede ainda respeito à liberdade de manifestação do povo boliviano e afirma que entende que “os mandatos constitucionais não devem ser interrompidos, inclusive o do presidente Evo Morales”.

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