Dono do segundo maior rebanho bovino do País, com 1,9 milhão de animais concentrados no Pantanal, secularmente o produtor de Corumbá teve dificuldades de acesso para transportar bezerros para engorda no planalto. No governo de Reinaldo Azambuja, no entanto, os investimentos em infraestrutura na região, interliga-a com estradas e pontes, mudou essa realidade, e hoje o pantaneiro tem a opção de retirar o gado em caminhões na cheia.

A meta do governo é criar uma rota rodoviária estadual de 1.000 Km e integrar os municípios do Pantanal, desde as regiões Norte (Sonora, Coxim, Rio Verde e Rio Negro), Oeste (Aquidauana, Miranda e Corumbá) e Sul (Porto Murtinho), com conexão a Bodoquena, Bonito e Jardim, principais destinos de ecoturismo. Esse corredor de produção pecuária e ecologia será concretizada no segundo mandado d o governador.

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Segundo reinaldo Azambuja,“ o governo cumpre seu papel de garantir o desenvolvimento do agronegócio e do turismo ao implantar novas alternativas logísticas, propiciando melhor acesso para facilitar o transporte de riquezas e de pessoas, principalmente em regiões isoladas, como o Pantanal”, afirma. “Estamos viabilizando um corredor rodoviário em potencial e, com isso, também gerando emprego e renda com o desenvolvimento local”, pontua.

Integrando os pantanais

Com recursos do Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário (Fundersul), o Estado executou várias frentes de obras entre Bonito, Bodoquena, Porto Murtinho e Miranda e atualmente executa o trecho de maior desafio dentro da planície pantaneira, a ligação de Corumbá com Rio Negro, Rio Verde e Coxim, região conhecida por Nhecolândia. Não são longas distâncias, contudo, não havia estrada implantada e o caminho é arenoso, intransponível na cheia.

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Além do cascalhamento de 40 Km da MS-228, a partir da Curva do Leque (entroncamento com a MS-184, trecho da Estrada Parque, em Corumbá), a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), executa outros 19 Km da mesma rodovia entre a Vazante do Castelo e a fazenda Conceição, entre Aquidauana e Rio Verde. Também foram implantados com aterro 34 Km da MS-423, descendo a Serra da Alegria (Rio Verde) até a fazenda Morrinho (Corumbá).

Os investimentos ultrapassam R$ 40 milhões e está projetada também a implantação da MS-214, interligando os pantanais do Paiaguás e Nhecolândia, a partir de Coxim, na confluência da ponte de concreto sobre o rio Taquari. Numa segunda etapa, será implantada a estrada que liga a ponte à Serra da Alegria, completando uma logística por terra que o pantaneiro jamais imaginou em mais de 200 anos de ocupação do bioma pelo homem e o gado.

Sonho pantaneiro

“Vamos passar por um ciclo transformador, o acesso por estradas é tudo para o pantaneiro”, comemora o pecuarista Ulisses Serra Neto, o Noninho, que tem propriedade no centro do Pantanal. Para o presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Luciano Leite, as estradas vão valorizar o gado e facilitar a saída desses animais na cheia, reduzindo custos de transporte. “A Nhecolândia é a maior produtora de boi gordo, abastecendo 40% do nosso mercado”, diz.

O dirigente ruralista destacou a determinação do governador Reinaldo Azambuja em integrar o Pantanal, observando que os benefícios com o fácil acesso serão econômicos e sociais. “Nenhum outro governo, desde o [Pedro] Pedrossian, investiu no Pantanal como o do Reinaldo Azambuja”, cita. “Vai fortalecer a pecuária, com a valorização do boi, e também dará um salto no turismo, com o surgimento de pousadas onde era impossível chegar de carro.”

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