A portaria assinada pelo ministro da Integração Nacional, Antônio Pádua Andrade, homologou a situação de emergência decretada pela prefeitura de Corumbá em razão das inundações causadas pela cheia no Pantanal. Segundo o coordenador-geral da Coordenadoria de Defesa Civil de Mato Grosso do Sul (Cedec/MS), tenente-coronel Fábio Santos Catarineli, o reconhecimento já foi feito no sistema nacional e a publicação no Diário Oficial da União deve ocorrer nos próximos dias.

A homologação atende ao pedido feito no dia 13 de junho pelo Estado à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, por meio de parecer técnico, onde a Cedec/MS assinala o isolamento de 2.500 pessoas que residem nas áreas ribeirinhas sob influência do rio Paraguai e os prejuízos econômicos, com a retirada do gado das regiões inundadas, que, conforme o Sindicato Rural de Corumbá, chegaria a R$ 350 milhões.

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Socorro aos ribeirinos

Com a decisão do Ministério da Integração Nacional, a Cedec/MS enviou a Corumbá uma carga com água potável e kits adulto, infantil, de higiene pessoal e limpeza para distribuição às famílias atingidas pela cheia. O carregamento foi entregue à prefeitura, que, a partir desta segunda-feira, realiza a quarta ação Povo das Águas, que consiste em levar assistência médica e social aos ribeirinhos.

“Não incluímos cesta básica nesta ação porque a Prefeitura já realizou anteriormente o atendimento a estas famílias”, explicou o coordenador da Cedec/MS. Ele disse que o Governo do Estado continua monitoramento a situação nas áreas de inundação, em apoio ao município, e a maior atenção agora é o deslocamento das águas para o Sul, em direção aos distritos de Porto Esperança e Forte Coimbra.

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O material a ser distribuído aos ribeirinhos foi enviado pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil. O Povo das Águas é uma ação realizada por uma equipe multidisciplinar da Prefeitura, pelo rio Paraguai, até a divisa com Mato Grosso, distante cerca de 240 km ao Norte de Corumbá. Mais de 200 famílias vivem nas barrancas do rio, nesse trecho, e a maioria foi atingida pelas águas.

A homologação da situação de emergência pelo Governo Federal torna a região atingida pela enchente como prioridade quanto ao repasse de recursos financeiros e permite, excepcionalmente, o alongamento de dívidas dos produtores rurais. Os produtores também pediram uma nova prorrogação do período de vacinação.

No novo pedido, protocolado pelo presidente do Sindicato Rural de Corumbá, Luciano Aguilar, na Iagro há duas semanas, a reivindicação é de uma ampliação de mais 30 dias, levando o prazo na região para 30 de julho.

Em razão da enchente, Aguilar disse ao G1 que dos 1,973 milhão de bovinos de Corumbá, que constitui o segundo maior rebanho por município do país, cerca de 1 milhão teve que ser retirada das áreas mais baixas que já foram alagadas nas regiões do Nabileque, Jacadigo e Abobral, entre outras.

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