Corumbá tem sido local de refúgio de mais de 200 imigrantes desde maio deste ano de 2018. A grande maioria, haitianos, integram uma crise humanitária e imigratória que iniciou no ano de 2010, quando o país foi assolado por um terrível terremoto que deixou centenas de milhares de mortos e mais de 3 milhões de pessoas desabrigadas. 

Nesse cenário, a imigração foi o caminho encontrado por milhares de haitianos. E uma alternativa foi a busca de oportunidades no Brasil. Os primeiros imigrantes chegaram ao país ainda em 2010, geralmente em situação de grande vulnerabilidade social e sanitária.

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Conforme a Polícia Federal, o processo de vinda dos haitianos ao Brasil não se trata apenas de uma migração espontânea. Os haitianos são trazidos para o Brasil por uma máfia de facilitadores (os “coiotes”), que cobram caro por isso. Nessa rota, os imigrantes haitianos seguem de avião do Haiti até o Equador, onde não precisam de visto, e atravessam de ônibus o Peru, por onde chegam ao Brasil. A viagem chega a levar três meses.

Corumbá, sendo cidade fronteiriça com a Bolivia, tornou-se uma das rotas mais comuns da imigração haitiana. Após deixarem sua terra natal e por vezes, sem abrigo e alimentação, os migrantes encontram refúgio na hospitalidade de famílias de Corumbá e outros recorrem a casas de assistência na cidade em busca de ajuda.

A maioria, todavia, não deseja permanecer na cidade, tendo como meta estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia onde possuem família. Por estarem em situação irregular, são barrados pela Polícia Federal, não podendo prosseguir viagem. E deste modo, uma grande parcela vagueia pela cidade de Corumbá, contando com a ajuda de hoteleiros, pousadas, abrigos e populares.

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 A Defensoria Pública da União (DPU) esteve em Corumbá na semana passada para discutir propostas com a Prefeitura de Corumbá e o Conselho de Assistencia Social do Municipio sobre medidas para apaziguar as dificuldades desses refugiados. Conforme a Polícia Federal, a estimativa não é boa: o processo dessas pessoas pode vir a demorar mais de 6 meses, e não há garantias que a decisão, que depende de Brasília, seja favoravel para conceder o visto provisório dos haitianos que estão em Corumbá. 

Neste sentido, a solidariedade é a chave para a contenção da crise - e é o que vem ocorrendo na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, que desde a semana passada, vem realizando refeições gratuitas para 210 refugiados. A Paróquia conta com o apoio da população, e iniciou uma campanha de arrecadação de alimentos como arroz, feijão, macarrão, carne, e demais alimentos que os interessados possam ajudar. Ela se localiza na Rua 21 Setembro, 2405 - Nossa Sra. de Fátima, Corumbá - MS, 79331-090

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