A atleta encerrou a competição intercontinental, na quinta-feira (8), em quinto lugar, pela categoria ligeiro, até 48 quilos. / Imagem: Arquivo pessoal

A judoca ladarense Larissa Farias, de 22 anos, representou a seleção brasileira nos Jogos Pan-Americanos 2019 de Lima, no Peru. A atleta encerrou a competição intercontinental, na quinta-feira (8), em quinto lugar, pela categoria ligeiro, até 48 quilos. A delegação de judô do Time Brasil foi com 13 atletas à capital peruana.

A judoca de Mato Grosso do Sul, natural de Ladário, foi a única brasileira a estrear nas oitavas de final. Ela enfrentou a guatemalteca Jacqueline Solís e não encontrou dificuldades. Larissa Farias venceu por ippon, após aplicar uma chave de braço.

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Nas quartas de final, a atleta teve pela frente a campeã olímpica e mundial Paula Pareto, da Argentina. Larissa persistiu na luta, mas sofreu um waza-ari e foi derrotada. Com o revés diante da argentina, a sul-mato-grossense seguiu para a repescagem contra Anne Suzuki, dos Estados Unidos. A judoca da seleção verde e amarela foi superior e derrotou a adversária com um waza-ari.

Por fim, a ladarense perdeu a disputa pelo bronze para a chilena Mary Dee Vargas Ley, em um combate que durou cerca de 17 minutos. Destes, 13 foram no golden score (tempo extra). Larissa Farias tomou dois shidos na prorrogação. A judoca do Chile saiu com a vitória após derrubar a sul-mato-grossense e garantir um waza-ari. O duelo foi marcado pelo desgaste físico de ambas as atletas.

“Disputei de igual para igual com todas elas. Acho que faltou muito pouco para a medalha, mas eu sinto que dei o meu máximo e saio feliz com o meu desempenho. Sabia que estava aqui para fazer uma competição sensacional. Infelizmente, a medalha não veio. Mas, estou aqui fazendo o que eu amo e estou muito feliz”, garantiu Larissa Farias, em entrevista ao site oficial da Confederação Brasileira de Judô (CBJ).

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“Hoje, papai do céu me presenteou com um pulmão de aço e uma experiência indescritível. O coração está imensamente grato pela oportunidade de fazer o que eu amo. Essa é a minha vida. Voltarei para casa e continuarei trabalhando duro. Muito obrigada a todos pela torcida. Não sei dizer o quanto estou feliz em saber que tenho tantas pessoas comigo. Seguimos em frente, certos de que coisas melhores estão por vir. Um passo de cada vez, lembrando que passos alegres valem por três”, escreveu a atleta, em rede social.

Exaustão foi a tônica da disputa pelo terceiro lugar (Foto: Washington Alves/Cob)

Ao portal Olimpíada Todo Dia, Larissa também comentou o embate contra a argentina Paula Pareto. “A gente treina tanto para um dia estar disputando com os nossos ídolos e ela para mim é uma grande referência, mas eu tenho treinado muito para estar aqui e disputar de igual para igual. E foi o que eu fiz. Acho que eu fiz uma grande luta com ela, um pouco mais de detalhe, mas eu me senti muito bem”.

A judoca de Ladário foi para o Pan de última hora. Ela foi confirmada no dia 21 de julho pela CBJ para substituir Nathália Brígida, cortada por lesão na coluna. Esta foi sua primeira participação nos Jogos Pan-Americanos.

De acordo com a CBJ, Larissa Farias é, hoje, a segunda melhor brasileira no ranking da categoria até 48 quilos. A ladarense garantiu o bronze nos Jogos Sul-Americanos de Cochabamba 2018, na Bolívia, além de ter sido vice-campeã mundial júnior (sub-21), em Miami, nos Estados Unidos.

Atleta de MS lutou de igual para igual contra todas as adversárias (Foto: Arquivo pessoal)

Larissa Farias representa o Minas Tênis Clube, de Belo Horizonte-MG. Em Mato Grosso do Sul, atuou pelo Judô Clube Rocha, de Campo Grande e, em 2015, mudou-se para o Rio de Janeiro-RJ, para ficar mais perto da família, que já morava na capital fluminense há pouco mais de um ano na época. No Rio, ela treinou no Instituto Reação.

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