Minhocão de Corumbá (Fonte: disponível na web)

Todo bom pantaneiro já ouviu falar do “causo” mais famoso dessas bandas: o minhocão. Não é difícil achar um corumbaense que jura de pés juntos que já viu o minhocão ou foi perseguido pelo bicho em uma pescaria no Rio Paraguai.

A história do minhocão tem grande semelhança com a Boiúna do Amazonas. Segundo relatos, o Minhocão é uma espécie de serpente longa e cabeçuda, não tendo cor definida, mas sabe-se que é escura devido ao seu habitat. Vive sob o barro das barrancas do rio e ao passar deixa marcas no chão, em forma da sua imensa cabeça.

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Quando fica zangado e faminto, serpenteia no rio de tal forma que derrubas a embarcações, devorando pescadores e afundando canoas. Alguns dizem que produz imenso ruído ao se aproximar e os mais crédulos preferem referir-se a ele como “o bicho”. Pode acontecer que a pessoa , ao presenciar a um ataque do Minhocão, não supere o fato e enlouqueça.

A lenda abaixo foi descrita no artigo “Ao Redor e Através do Brasil”, publicada na revista “Kosmos”, número 12 (1908), por Alípio de Miranda Ribeiro.

“...Disseram-me que em Corumbá, até havia uma pessoa que vira o Minhocão. Procurei-a. Era um velho italiano, um dos mais velhos moradores da cidade, antigo capitão de navio, reduzido à vida sedentária de administrador de fazendas. Não, disse-me ele, eu não vi o Minhocão, vi o seu rastro. Meu filho, sim, o viu uma vez e correu dele às léguas. Disse-me que era preto e parecia um enorme bote de quilha para cima. O rapaz estava numa canoa no rio Paraguai; encostou-se à terra e correu com todas as forças para casa. Fui ver o lugar e encontrei o seu rastro, na lama e no aguapé. Era uma depressão enorme, um sulco muito largo que só uma embarcação grande poderia ter produzido; e por toda a redondeza só havia canoas e essas mesmo pequenas…”.

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E você, já viu o minhocão?

Lenda do Minhocão. Pintura de Sérgio Botelho

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