A autônoma Orleida Honório de Souza, 50 anos, está desesperada após ver que os netos de 3 anos e de 1 ano e 7 meses foram vítimas de maus-tratos por parte da mãe e do padrasto, em Campo Grande.

Ela conta que mora na Vila Dedé, na Capital. Segundo Orleida, a neta mais velha tem a saúde frágil, já que apenas um rim funciona e o outro é atrofiado.

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“A mãe dela, Ana Carolina dos Santos Nunes, tem 20 anos. Conheci ela faz dois anos, chegou no posto de saúde do Coronel Antonino, em situação de risco. Tinha sido levada pelo Corpo de Bombeiros depois de ter sido agredida”.

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Orleida diz que estava vendendo pipoca na época e que assim que chegou, a criança já se apegou a ela e ao esposo.

“Dei um pacote de pipoca, ela grudou em mim e no meu marido. Estava só de fraldinha e a Ana Carolina com a roupa do corpo. Trouxe elas pra casa e, um mês depois, ela estava se relacionando com meu filho”.

Orleida conta que o filho assumiu a paternidade da mais velha e também do bebê que veio depois. “Ele fez toda a correria, registrou, pegou os dois como filhos. Só que em uma das brigas deles, Ana saiu levando as crianças, ele tomou um remédio e morreu”.

Depois disso, ela conta que a mãe das crianças se envolveu com seu sobrinho, Diego Resende Souza.

“Ele é usuário de drogas, ela também. Ele (Diego) tem mais de 20 passagens para a polícia. Agressão, roubo, bate em pai e mãe. [O menino] foi agredido do dia 24 para o dia 25 de dezembro. Já (a menina) no dia 31, ela não deixou eu ver as crianças, foi só na sexta-feira que minha irmã conseguiu e viu que a menina não estava nem abrindo o olho”.

Ela relata que acionou o Conselho Tutelar e conseguiu ficar com a mais velha, no entanto, como Ana tinha saído com o bebê de colo para pedir dinheiro no semáforo, o sobrinho ligou avisando e ambos fugiram.

“Tive a informação que eles estavam em uma fazenda em Terenos. Mas nada até agora. Quero divulgar e pedir ajuda, se alguém ver eles, acionar a polícia ou o Conselho”.

“Eles não têm condições psicológicas de ficar com essas crianças, meu sobrinho, quando junta droga com a bebida, já tentou matar até a mãe, quem dirá matar um filho que não é dele? Minha neta chora, não queria ficar com a mãe. No exame de corpo de delito constou que ela foi vítima de enforcamento e asfixia”, desabafa em desespero.

Orleida pede que se alguém ver o casal pedindo dinheiro na rua, não ajude. “Não ajude, não dê dinheiro. Ela pede dinheiro usando o menino, fala que é pra comprar alimento, só que não é. Usam para comprar cerveja e drogas, inclusive o do Vale Renda. Não compram nada para as crianças”.

* As fotos e nome das crianças foram preservados em respeito ao ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).

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