A pediatra Free Hess, que é mãe e vive na Flórida, Estados Unidos, assistia a um vídeo com o filho na plataforma YouTube Kids, voltada para o público infantil, quando, de repente, apareceu um homem de óculos escuros ensinando como cortar os pulsos.

A mãe conta que, na marca de quatro minutos e quarenta e cinco segundos de vídeo, o desenho foi interrompido pela aparição de um homem que caminha até bem próximo da câmera e simula movimentos do pulso sendo cortado, pedindo ainda que as crianças lembrem sempre de fazer de determinada forma se quiserem só chamar a atenção, mas de outro jeito se quiserem um resultado mais satisfatório. Após as instruções sobre como cortar os pulsos, o vídeo então retorna para o desenho que estava sendo transmitido anteriormente.

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Após ser denunciado, o vídeo foi retirado da plataforma, mas ao ficar sabendo do caso mais mães descobriram uma dezena de vídeos que seguiam a mesma fórmula, com o vídeo sendo interrompido depois de quase cinco minutos de reprodução por alguém que ensinava as crianças a como cometer suicídio — todos eles já foram removidos após serem denunciados.

“Sou pediatra e vejo cada vez mais crianças entrando com automutilação e tentativas de suicídio. Não duvido que as mídias sociais e coisas como essa estejam contribuindo”, alertou a médica.

Resposta

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Em nota oficial sobre o caso, o YouTube se defendeu afirmando que se esforça para que todos os vídeos disponíveis no YouTube Kids sejam de conteúdos que possam ser assistidos por toda a família, que está sempre revisando qualquer denúncia sobre o conteúdo vídeos e que tem trabalhado no desenvolvimento de novas ferramentas para que os pais possam ter um controle ainda maior sobre os conteúdos que os filhos podem acessar com o app.

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