Conecte-se Conosco!

Marcenaria de pallets “salva” vida de corumbaense e contribui para o meio ambiente

Empresário passou a trabalhar com pallets como forma de terapia e hoje ganha dinheiro com móveis e objetos de madeira customizados. 

Publicado

em

Empresário diz que trabalhar com madeira de reciclagem funciona como uma terapia. / Imagem:Fábio Marchi

Corumbá - Pegar uma matéria-prima que iria para o lixo e transformá-la em algo útil, ganhando dinheiro nesse processo é o sonho, mas também é a realidade de muito empreendedor. É caso do corumbaense André Tadeu Pécora Monteiro (46), que encontrou na reciclagem da madeira industrial de pallets de carga, um novo sentido para sua vida em Corumbá - cidade distante cerca de 430 km da capital, Campo Grande.
 

A idéia surgiu durante um momento muito difícil na vida de André Tadeu - ele trabalhava com política e ao mesmo tempo passava por um momento de indefinição no seu trabalho, que foi o principal responsável pela degradação da sua saúde - quando passou a desenvolver depressão e síndrome do pânico. Nesse processo que durou cerca de três anos, André acabou perdendo cerca de 40 quilos.
 

André e Ivan, empreendedores no ramo da marcenaria. / Imagem:Fábio Marchi

“Eu não conseguia nem comer. Minha vida era chorar.”

Tábua de carne / Imagem:Fábio Marchi

Então um dia o destino colocou o boliviano Ivan Rodriguez Varga (20) na vida de André: 

Mesinha / Imagem:Fábio Marchi

De acordo com André, sua doença o impedia de trabalhar:

Então um dia o Ivan teve a brilhante idéia de ambos trabalharem com pallets de madeira.

“Quando o Ivan teve essa idéia, ele de certa forma ele salvou a minha vida. E eu sou muito grato por isso.”

Depois que André começou a trabalhar com a madeira, seu processo de recuperação de foi considerado rápido - pelos seus terapeutas:
 

O corumbaense também indica e recomenda que pessoas que sofram de depressão façam um esforço para começar a realizar alguma atividade produtiva, que ocupa a mente:

André Tadeu orgulha-se do seu trabalho, por considerar que o seu novo ofício ajuda o meio ambiente:
 

Cadeiras de balanço - acabamento em pátina. / Imagem:Fábio Marchi

O marceneiro diz que o trabalho não para em seu ateliê, mesmo quando não existem encomendas. Segundo ele ao fazer isso, além de exercitar e aprimorar suas técnicas produzindo peças diferentes, sua terapia continua sendo trabalhada: 

André diz que durante sua fase de trabalho na política e mesmo antes dela, ele sempre trabalhou com fotografia - mas hoje ele diz que se considera um marceneiro:

André e Ivan trabalham com madeira de pallet e outros tipos de madeira, caso o cliente deseje - mas dão preferência ao pallet pela facilidade de manipulação da matéria-prima e pela função ecológica do trabalho:

“Trabalhar com pallet é uma delícia, porque você uma coisa que iria se degradar por aí se transformando em algo que as pessoas vão admirar e usar, você muda o destino daquela madeira”

Letras - Painel / Imagem:Fábio Marchi

De acordo com André, o preço das peças varia de acordo com o acabamento. Uma cadeira de balanço por exemplo, custa cerca de R$ 120,00 reais, entregue com acabamento “cru”, na madeira natural.  Caso o cliente opte por um acabamento com a técnica da pátina, o preço passa a ser R$ 150,00 reais. Dependendo da complexidade da peça, o trabalho é entregue dentro de 4 dias a uma semana. 

A variedade das peças surpreende: mesas, cadeiras, balcões, casinhas de boneca, casinhas de cachorro, tábuas de carne personalizadas, molduras, painéis, cabeceiras de cama e segundo os artesãos, o que o cliente desejar:

“Manda uma foto, que a gente faz. Até piso de madeira de pallet a gente já fez. A imaginação é o limite”

Peça de encaixe base para piso / Imagem:Fábio Marchi

CONTATO PARA ENCOMENDAS:

Corumbá Pallet 
Facebook: https://www.facebook.com/pallet.corumba.7
(67) 99883-9441 
 

Casinha de boneca e casinha de cachorro / Imagem:Reprodução / Facebook

Casinha de boneca / Imagem:Reprodução / Facebook

Deixe seu Comentário!

Comentários neste Artigo

*ATENÇÃO*: Os comentários deste artigo são gerenciados pelo Facebook, que posta, agrega os comentários e os exibe nesta página. Este site não se responsabiliza, por qualquer comentário indevido, feito à qualquer pessoa ou instituição - sendo cada comentário, de inteira responsabilidade dos seus respectivos autores.

Educação

SED inicia o cadastramento do professor para aulas temporárias em MS

Publicado

em

por

Foi publicado hoje no diário oficial a abertura do cadastramento do professor para aulas temporarias. 

A Secretaria do Estado de Educação, publicou nesta sexta-feira (15), para conhecimento dos interessados, a abertura das inscrições para o Cadastro de candidatos à Função Docente em caráter temporário para exercício na Educação Básica, em unidades escolares da Rede Estadual de Ensino e em programas e projetos educacionais, durante o ano letivo de 2018.

As inscriçoes iniciam nesta sexta (15) até  20 de Janeiro de 2018. Confira o edital aqui.

Leia a matéria completa

Política

Projeto que obriga aluno a reparar danos à escola em MS é aprovado pela terceira vez na Assembleia

Publicado

em

Deputados aprovaram pela terceira vez em 1º discussão o projeto de lei proposto pelo deputado Lídio Lopes (PEN), que obriga o aluno a reparar danos cometidos contra escolas em Mato Grosso do Sul. A aprovação aconteceu durante sessão realizada nesta quinta-feira (14) na Assemleia Legislativa.

O projeto havia sido aprovado pela primeira vez em junho de 2016 e pela segunda vez em maio deste ano, mas como sofreu emendas, retornou algumas vezes para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). O PL ainda precisa passar em segunda votação para que vá para a sanção do governador Reinaldo Azambuja (PSDB).

De acordo com o deputado Lídio Lopes, a lei valerá para escolas públicas e, "também, vai valer para as particulares, embora não tenha muito esse problema. Temos dados comprovados que 13.86% dos professores já foram atingidos fisicamente e 56.72% agredidos verbalmente. Esse projeto vem colocar medidas educativas. Sujou, limpa. Estragou, conserta".

Projeto

O projeto foi apresentado em 2015 e encaminhado no mesmo ano para a Comissão de Constituição e Justiça. Em junho de 2016 foi aprovado em primeira votação, mas quando foi para a comissão sofreu emenda e voltou para a CCJ.

O PL permaneceu na comissão até 2017, mas como o próprio deputado Lídio fez emendas para fazer algumas alterações, o projeto retornou para a Comissão de Constituição e Justiça. Em maio ele foi aprovado pela segunda vez e voltou para a CCJ.

Após acordo, o documento foi apresentado em plenário nesta quinta-feira (14) e foi aprovado pelos parlamentares. Agora, aguarda segunda votação. Caso seja aprovado, será encaminhado para sanção do governador.

Paafe

Caso a lei seja aprovada, ficam as escolas autorizadas a implantar o Programa de Aplicação de Atividades com Fins Educativos (Paafe), válido tanto para unidades de ensino da rede pública quanto para as do setor privado.

  • PAE: Prática de Ação Educacional - conjunto de ações que visa prevenir a violência, criar criar a cultura da paz, corrigir atos de indisciplina e coibir as infrações de normas de convivência no âmbito escolar
  • MAE: Manutenção do Ambiente Escolar - conjunto de ações que visa a prevenção e reparação de danos causados ao ambiente da escola;
  • Vivência de Práticas Reparativas - criação de espaços e resolução pacífica de conflitos de menos potencial ofensivos.

Paz na Escola x Lei Harfouche

O projeto de lei, inicialmente chamado de Lei Harfouche, em alusão ao atual procurador de Justiça Sérgio Harfouche, que criou a proposta e lançou o documento durante um evento em 2010, recebeu um novo nome.

"Esta proposta teve seu nome alterado para Paz na Escola, em que nós discutimos exaustivamente, inclusive com momentos tensos na Comissão de Educação. Nos reunimos com educadores e especialistas na área, a fim de elaborar um projeto substitutivo e acredito que chegamos em um consenso razoável para regular a reparação dos danos causados em escolas da rede estadual, sejam públicas ou particulares”, afirmou o deputado Pedro Kemp.

Leia a matéria completa

Geral

Receita paga hoje o último lote do ano de restituição do Imposto de Renda

Publicado

em

Também serão liberadas para consulta restituições residuais dos exercícios de 2008 a 2016. / Imagem:EBC

A Receita Federal paga hoje (15) o sétimo e último lote de restituição do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2017. O lote contempla cerca de 1,9 milhão de contribuintes, que vão receber R$ 2,88 bilhões.

A Receita também paga R$ 231,4 milhões a 141,4 mil contribuintes que fizeram a declaração entre 2008 e 2016, mas estavam na malha fina. Considerando os lotes residuais e o pagamento de 2016, o total gasto com as restituições chega a R$ 3,11 bilhões para 2.038.984 contribuintes.

Para saber se teve a declaração liberada, o contribuinte deve acessar a página da Receita na internet ou ligar para o Receitafone, no número 146. A Receita oferece ainda aplicativo para tablets e smartphones.

As restituições têm correção de 6,19%, para o lote de 2017, a 100,48% para o lote de 2008. Em todos os casos, os índices têm como base a taxa Selic (juros básicos da economia) acumulada entre a data de entrega da declaração até agora.

O dinheiro estará depositado nas contas informadas na declaração. O contribuinte que não receber a restituição deve ir a qualquer agência do Banco do Brasil ou ligar para os telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos) para ter acesso ao pagamento.

Quem não recebeu a restituição e está fora do lote de dezembro caiu na malha fina. Nesse caso, os contribuintes devem consultar o Centro Virtual de Atendimento da Receita (e-CAC) para descobrir a irregularidade, erro ou omissão que impede o ressarcimento. Segundo o Fisco, 747 mil declarações do IRPF 2017 ficaram retidas por causa de inconsistências nas informações prestadas. A quantidade corresponde a 2,46% do total de 30.433.157 documentos entregues neste ano.

A restituição ficará disponível durante um ano. Se o resgate não for feito no prazo, a solicitação deverá ser feita por meio do formulário eletrônico – pedido de pagamento de restituição, ou diretamente no e-CAC, no serviço extrato de processamento. Para quem não sabe usar os serviços no e-CAC, a Receita produziu um vídeo com instruções.

Leia a matéria completa

As Mais lidas da semana