Campo Grande - No final da noite da última quinta-feira (14) um médico plantonista do UPA Universitário foi preso e levado para a delegacia após se negar a atender uma paciente transportada até a unidade pelo Corpo de Bombeiros. O médico recebeu voz de prisão de um bombeiro por omissão de socorro.

De acordo com o boletim de ocorrência o médico Thiago José Maksoud Machado foi conduzido pela Polícia Militar para a delegacia depois de se negar a receber uma paciente, pois a UPA estava cheia.

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O sargento Riboviski, do Corpo de Bombeiros, explicou que teria atendido a uma ocorrência de uma pessoa que estaria travada da coluna em sua residência, ao chegar pelo local foi feita a regulação de vaga para que a paciente fosse encaminhada para a UPA Universitário.

Mas ao chegar no posto de saúde a guarnição foi recebida pelo médico na porta dizendo que não iria receber a paciente, pois o local estava cheio. E mesmo depois que o sargento disse que tinha a  regulação e senha para a paciente o médio continuou a se negar a atende-la.

O médico se ausentou e retornou minutos depois perguntando se seria paciente psiquiátrico, e foi informado que não, ele saiu novamente e que retornou informando que a guarnição deveria levar a paciente para o UPA Moreninha.

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No entanto o sargento informou a médico que não poderia fazer esse transporte até que fosse comunicado pela central de regulação, o que não ocorreu, e também até que o médico fizesse uma avaliação da paciente, o que também não foi feito. O bombeiro relatou que Thiago continuou a se negar a atender a paciente e a fazer qualquer avaliação. “O médico não examinou a paciente e tão pouco perguntou sobre o estado clinico da mesma” ressaltou em seu depoimento o bombeiro.

Foi então que sargento disse ao médico que ele iria dar voz de prisão para o mesmo devido a omissão de socorro, mas mesmo assim ele se recusou a receber a paciente, e por isso o militar deu a voz de prisão ao médico, mas este se negou a se identificar para a guarnição, e disse que não iria acompanhar os bombeiros, e por isso a Polícia Miliar foi acionada e compareceu no local efetuando a condução do médico até a delegacia.

Depois disso a paciente foi recebida no posto de saúde por um enfermeiro que era responsável pelo atendimento de emergência daquela unidade.

Os policiais coletaram o testemunho das pessoas que estavam no local e presenciaram a negativa de atendimento por parte do médico com a paciente. O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (DEPAC) – Piratininga como omissão de socorro.

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