Um motorista de aplicativo foi condenado, na terça-feira (18), a 10 anos de prisão pelo estupro de uma passageira, em Porto Alegre. O caso aconteceu em fevereiro de 2017, depois que a vítima fez uma chamada no bairro Cidade Baixa. De acordo com as testemunhas, a mulher estava embriagada.

Segundo a denúncia, quando chegaram na casa dela, o motorista teria descido do carro e a levado até o quarto, onde aconteceu o estupro.

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No dia seguinte, a vítima percebeu que estava sem celular e com hematomas pelo corpo, e lembrou o que aconteceu.

O homem teria pedido R$ 50 para devolver o celular. Segundo o juiz, ele foi até a casa da jovem pedir que os pais dela não procurassem a polícia porque era casado e poderia ser prejudicado.

Em depoimento, o motorista disse que durante a viagem os dois teriam conversado e passageira teria demonstrado interesse nele. Afirmou que ela pediu ajuda para entrar em casa. De acordo com ele, teria sido consensual.

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Segundo a decisão do juiz, a versão do motorista diverge dos fatos apresentados pelas testemunhas e exames. Os laudos da perícia comprovaram que a jovem sofreu estupro.

"Amplamente comprovado que a vítima estava com sua capacidade de reação anulada, por embriaguez completa, ao ponto de ter que ser conduzida por terceiros (segurança do estabelecimento), necessitar de ajuda dos amigos para desbloquear o celular e chamar um carro, e de deitar-se no banco traseiro do veículo, não sendo crível, pois, a alegação da defesa de que, durante o deslocamento do local da festa até sua casa, teria recobrado a consciência, ao ponto de manter fluente conversação com o acusado e, assim, teria consentido em manter relações sexuais", analisou o juiz.

O réu foi condenado à pena de 10 anos de reclusão, em regime inicial fechado. Ele poderá apelar em liberdade.

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